Ministério Público instaura processo-crime ao FC Porto-Sporting
O Ministério Público instaurou, esta terça-feira, um processo-crime para averiguação dos factos ocorridos no jogo de andebol entre FC Porto e Sporting, no passado sábado, depois de os leões se terem queixado de uma intoxicação no balneário, que levou a que Ricardo Costa, treinador, e Christian Moga, pivô, fossem assistidos no local.
O inquérito foi aberto na véspera de uma reunião entre a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e o presidente do Sporting, Frederico Varandas, a pedido do líder do clube lisboeta, que, no domingo, tinha denunciado alegadas ações «repugnantes» do FC Porto. O presidente da Federação de Andebol de Portugal (FAP), Miguel Laranjeiro, também é esperado no encontro desta quarta-feira.
Os delegados ao jogo confirmaram o cheiro que os leões identificaram como «adormecedor», mas ninguém conseguiu identificar publicamente a causa do mesmo, tendo sido avançado que poderia ser lixívia ou amoníaco.
O FC Porto desmentiu, em comunicado oficial, a versão do Sporting sobre os factos ocorridos antes da partida no Dragão Arena, e que levou a que Ricardo Costa, treinador, e o pivot Moga tivessem de receber apoio médico do INEM. Na nota, os azuis e brancos realçam que as acusações leoninas são «graves, abusivas e totalmente destituídas de qualquer fundamento».
O jogo começou 20 minutos atrasado, com o Sporting a informar que jogaria sob protesto, mas até ao momento não confirmou o mesmo, até porque arriscaria à repetição do jogo, que, apesar de todas as incidências acabou por vencer por 30-33. Ricardo Costa e Moga não participaram no encontro.
O Sporting indignou-se com a situação e com o comunicado do FC Porto e subiu o tom das criticas, tendo solicitado uma reunião com a ministra que na segunda-feira confirmou o encontro agendado para amanhã.
A direção da Federação de Andebol de Portugal (FAP) fez nesse mesmo dia uma participação ao Conselho de Disciplina, que já abriu um processo mas, no pior cenário para os portistas, poderá apenas aplicar multas e, em caso extremo, interdição do Dragão Arena.
Com o passo dado pelo Ministério Público o caso passa para outro nível, se forem encontrados indícios de crime.