Messi lembra renúncia à seleção: «Arrependi-me muito, via os jogos e queria matar-me»
Leo Messi concedeu uma entrevista em que recordou quando renunciou à seleção da Argentina, em 2016, depois da derrota na final da Copa América no desempate da marca das grandes penalidades. O internacional argentino não joga há cerca de um mês, quando conquistou a MLS ao serviço do Inter Miami, foi um dos que desperdiçou uma grande penalidade.
«Arrependi-me muito, porque via os jogos e queria matar-me. Cada um tem de viver a sua experiência, mas nunca abandonar o que sente. Menos mal que pude voltar atrás e não me importei com que o disseram. O melhor exemplo é nunca renunciar e continuar a tentar. Seres derrubado, levantares-te e voltares a tentar. E se não der, guardares que fizeste tudo para conseguires o teu sonho», apontou, em entrevista à Luzu TV, onde falou também sobre o lado mais íntimo.
«Também tenho o meu lado esquisito. Gosto de ficar sozinho, às vezes o caos de casa com três crianças a correr para todos os lados acaba por me saturar e gosto de um momento de solidão. Sou mais estranho que tudo que possam imaginar. A Antonella pode dizer mais coisas que eu. Depende do meu estado de ânimo. Sou muito organizado. Se tenho o dia organizado de alguma maneira e no meio acontece alguma coisa, muda-me tudo», referiu, revelando que não pode jogar com os filhos em casa para não fazer «confusão».
Messi abordou ainda o seu lado mais romântico, embora confesse que não demonstre muito esse seu lado.
«Sou atencioso, gosto de dar uns presentes. Custa-me expressá-lo, mas a verdade é que gosto de ver que as pessoas que amo estão bem. A Antonela demonstra mais que e temos discussões que ela deixou de o ser porque eu era mais frio. Mas gosto de ver quem amo feliz», comentou, revelando um hábito estranho: «Gosto de vinho, não é sempre o mesmo. Gosto de beber com Sprite para bater mais rápido.»
Gosto de beber vinho com Sprite para bater mais rápido
Sobre o futuro, Messi confessou que não gostaria de ser treinador.
«Não me vejo como treinador. Gostava mais de ser dirigente. Mas gostava ainda mais de ser proprietário. Gostava de ter o meu próprio clube, começar do zero e fazê-lo crescer. Poder dar aos jovens a oportunidade de crescer e fazer algo importante. Se tivesse que escolher, seria isso que mais me atrairia», disse, lembrando as conquistas ao serviço da Argentina.
Gostava de ter o meu próprio clube, começar do zero e fazê-lo crescer
«Quando parecia que era impossível, chegaram os troféus com a seleção, que era o que mais desejava. Chegou a Copa América e eu disse: 'Bem, é isto'. Depois veio o Qatar [Mundial de 2022]. Por isso, olhei para o palco e disse: 'Bem, é isto'. Tudo o que eu vivi até agora foi uma dádiva. Sou mais do que agradecido», completou.
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