Rafael Leão não gostou de ser substituído na derrota do Milan
Rafael Leão não gostou de ser substituído na derrota do Milan

Mercado: Milan já tem alvo para o lugar de Rafael Leão

Antonio Nusa ganha força no emblema italiano

O futuro de Rafael Leão no Milan está em aberto, com a direção a avaliar todos os cenários, incluindo uma possível saída do avançado português. Perante esta incerteza, o nome de Antonio Nusa, extremo norueguês do Leipzig, surge como um potencial substituto.

A continuidade de Rafael Leão no clube italiano está a ser posta em causa devido a recentes episódios e ao seu comportamento, que será analisado pela direção nos próximos dois meses. Embora seja reconhecido como um talento puro e com um contributo considerável ao longo dos seus sete anos no clube, a sua irregularidade abre a porta a uma eventual transferência.

Neste contexto, de acordo com a Gazzetta dello Sport, o nome de Antonio Nusa ganha força. O internacional norueguês, que atua no Leipzig, tornou-se conhecido em Itália após ter marcado aos azzurri nos dois jogos da fase de qualificação para o Mundial. Contudo, a sua eficácia goleadora esta época não tem sido notável.

Encaixe tático e o dilema de Allegri

A principal questão em torno de Nusa prende-se com as suas características. Trata-se de um extremo puro, muito veloz, com grande capacidade de progressão e técnica para fletir para o centro e rematar, atuando preferencialmente na faixa esquerda. O seu perfil é semelhante ao de Rafael Leão antes da chegada de Allegri.

O dilema surge porque, até ao momento, não há indicações de que o treinador Max Allegri pretenda alterar o sistema tático para a próxima temporada. A contratação de um jogador como Nusa só faria sentido se a equipa técnica e a direção estivessem a planear uma nova configuração para o Milan, o que levanta dúvidas sobre a sua adaptação ao esquema atual.

Um talento em ascensão

Apesar de não atravessar um momento particularmente feliz, o jovem de 20 anos tem uma história de dedicação ao futebol. Nascido em Langhus, perto de Oslo, começou a jogar aos três anos por influência do pai, de origem nigeriana, que cedo previu o seu futuro profissional. «Quando o Antonio tinha 8 ou 9 anos, cheguei a casa depois de um jogo dele e disse à minha mulher que o nosso filho ia ser profissional», recordou.

O apoio familiar foi sempre uma constante. «Estou grato a todos. A minha irmã, os meus pais, os meus avós. Todos me ajudaram», afirmou Nusa. A sua paixão pelo futebol era tal que, apesar dos conselhos dos professores para se focar noutras áreas, o desporto foi sempre a sua prioridade.

Curiosamente, começou a carreira como defesa central, mas a dificuldade em lidar com a linha de fora de jogo levou a que fosse adiantado no terreno. «Sentia-me atraído pela área adversária», confessou. Aos 16 anos, mudou-se para a Bélgica, uma decisão difícil para a família, mas que se revelou acertada. Em 2024, a sua transferência para o Leipzig foi um momento de grande emoção para o pai.

Nusa é conhecido pela sua velocidade, agilidade em espaços curtos e pelos seus dribles desconcertantes. Na Alemanha, alguns comentadores já afirmaram que «não se pode defender contra um jogador assim». O próprio jogador brinca com a sua recente falta de sorte na finalização: «Acertei em 3 postes neste campeonato, mais do que qualquer outro na Bundesliga. Talvez os postes me odeiem, ou talvez gostem demasiado de mim. Brincadeiras à parte, tenho de apontar melhor».

Sempre que marca um golo, Nusa faz um «L» com os dedos em homenagem à sua cidade natal, Langhus. Tem como grandes ambições na carreira vencer a Liga dos Campeões e a Bola de Ouro, e o seu maior ídolo é Neymar, sobre quem já afirmou: «Ninguém é como ele.»