Mercado: Lyon assume contactos por Benzema, mas revela entrave
O diretor desportivo do Lyon, Matthieu Louis-Jean, admitiu que o regresso de Karim Benzema esteve em cima da mesa neste verão, mas esclareceu que a operação era inviável devido à situação contratual do avançado.
O regresso de Karim Benzema ao Lyon, clube que deixou em 2009 para rumar ao Real Madrid, voltou a ser tema de conversa este verão. Segundo o L'Équipe, a hipótese de fazer regressar o Bola de Ouro de 2022 foi mesmo discutida internamente no clube francês orientado por Paulo Fonseca. Em conferência de imprensa, Matthieu Louis-Jean classificou a ideia como «quase uma fantasia», confirmando que existiram contactos, mas que a situação nunca progrediu.
«É verdade que houve um contacto com um intermediário este verão em relação ao Karim. Para mim, não passou disso», afirmou o dirigente. A principal barreira foi o complexo vínculo contratual do jogador. Apesar de ter rescindido com o Al Hilal, Benzema mantém uma ligação à Liga Saudita até 2030. «Era impraticável devido à situação contratual do Karim. O Karim é um enorme jogador. Nem sequer tentámos ir mais longe porque sabíamos da dificuldade da situação», explicou Louis-Jean.
Na altura, o Lyon, a braços com dificuldades financeiras, tinha outras prioridades no mercado de transferências. «Tínhamos um mercado para preparar com um avançado para contratar rapidamente. Naquele momento, estávamos a trabalhar na chegada de Lois Openda», acrescentou o diretor desportivo, referindo que, descartada a hipótese Benzema, o clube pôde avançar para a contratação do ex-jogador do Lens.
Atualmente sem clube, o futuro de Benzema parece afastado do futebol europeu. O seu contrato como embaixador do fundo soberano saudita (PIF) obriga-o a reformar-se ou a encontrar um novo clube na Saudi Pro League para continuar a usufruir dos benefícios financeiros, avaliados em dezenas de milhões de euros anuais. Qualquer outra opção anularia o acordo.
Uma fonte próxima do processo, citada pela imprensa francesa, considera a ideia de um regresso a França pouco credível. «O raciocínio e a ideia de o fazer regressar não se sustentam nem por meio segundo», resumiu, apontando para os obstáculos: «Economicamente impensável, desportivamente inviável e, ao nível da sua imagem, que saiu pela porta grande, regressar aos 39 anos...», referiu.
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