Guilherme Peixoto está atualmente no Roda, cedido pelo Twente — Foto: Guiherme Peixoto/Instagram
Guilherme Peixoto está atualmente no Roda, cedido pelo Twente — Foto: Guiherme Peixoto/Instagram

Ex-Benfica ganha nova vida nos Países Baixos

Guilherme Peixoto teve em Wolfswinkel, antigo leão, um grande aliado na integração no Twente. Jovem lateral-direito luso tem vindo a ser observado para ser chamado aos sub-20 de Portugal

Guilherme Peixoto foi cedido pelo Twente ao Roda e na estreia sob o comando técnico de Rob Penders foi titular, no empate a um golo diante do MVV Maastricht, na Eerste Divisie.

Aos 20 anos, o lateral-direito formado no Benfica, ganha nova vida no clube neerlandês e, em declarações exclusivas a A BOLA, fala sobre os objetivos: «É um bom projeto, acho que tenho a oportunidade de fazer muitos jogos, que foi algo que não tive o ano passado [no Twente]. O Roda é um clube grande, que luta para estar ali entre o top-4 e depois queremos seguir para os play-off e olhar para a subida.»

Sobre a adaptação ao futebol neerlandês, o defesa confessa que os primeiros tempos não foram fáceis, mas teve num ex-Sporting grande aliado na integração: «Os primeiros três meses foram difíceis, a adaptação à comida, à temperatura, a língua, o próprio estilo de jogo, mas depois foi sempre melhorando e a partir do quarto mês já estava completamente adaptado. O Wolfswinkel, que também passou por Portugal, foi de grande ajuda. Não havia dia que não falássemos de Benfica e Sporting, era sempre tema de conversa, sempre na risota, é uma pessoa impecável, tenho o muito respeito por ele, não só por ter passado pelo futebol português, mas também por me ter ajudado na adaptação e pela pessoa incrível que ele é.»

As bases de Guilherme Peixoto são do Benfica, onde cumpriu a formação, foi até aos sub-23, sob o comando técnico de Vítor Vinha, e foi chamado a alguns treinos da equipa principal. «Eram treinos de outra exigência, como é óbvio, mas era sempre uma experiência incrível treinar, por exemplo, com Otamendi e Di María, jogadores que só víamos ao longe no Centro de Estágios, e quando tive oportunidade de treinar com eles, dei sempre um extra», relata.

Guilherme Peixoto num lance com Geovany Quenda, durante um Benfica-Sporting nos escalões de formação

De resto, a participação na Youth League foi, segundo o próprio, uma oportunidade enriquecedora: «É aquela competição que todos desejamos jogar, que é a Champions dos mais novos, digamos assim, cada jogo é uma final. Não conseguimos passar pelo AZ nos penáltis [n. d. r. em fevereiro do ano passado, derrota por 3-4 e afastamentos nos 16 avos de final], mas tínhamos uma equipa que eu acreditava que podia ter chegado mais longe, mas, mesmo assim, ainda fizemos coisas bonitas até ao último jogo.»

João Cancelo é uma referência e a Seleção Nacional é um objetivo, sendo que, sabe A BOLA, Guilherme Peixoto está na calha para ser chamado aos sub-20 lusos: «Está sempre na cabeça, trabalhar todos os dias para estar ao mais alto nível e para corresponder nos jogos e se for chamado é dar o meu melhor.»

Sem mágoa por deixar o Benfica, o lateral-direito encara a nova etapa com grande otimismo. «Tendo em conta que não teria espaço na equipa B do Benfica e muito dificilmente na principal, em conjunto com o clube entendemos que a saída seria a melhor decisão. Assinei pelo Twente, que também é um clube muito bom, e agora é encarar esta cedência ao Roda como uma oportunidade para me projetar. É olhar em frente, construir uma carreira sólida e, quem sabe, voltar a Portugal», conclui.

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