Diogo Costa, guarda-redes e capitão do FC Porto - Foto: IMAGO

Mercado FC Porto: Villas-Boas esteve com Al-Khelaifi e Diogo Costa... não foi tema

Interesse do bicampeão europeu voltou a vir à tona em França. Número 99 só pensa no Mundial

Diogo Costa está seguro no FC Porto, pelo menos por agora. Hoje de manhã, ainda na ressaca da vitória do PSG sobre o Arsenal na final da Champions League, o L'Équipe revelou as linhas-mestras do plano do bicampeão europeu para o mercado de verão e o nome do guarda-redes dos dragões voltou a ser apontado ao Parque dos Príncipes. Contudo, A BOLA apurou que à SAD azul e branca não chegou qualquer contacto por parte do clube gaulês nesse sentido, pelo que, nesta fase, o suposto interesse dos parisienses não saiu do campo das ideias.

A juntar a isto, os presidentes dos dois emblemas estiveram juntos anteontem, na final de Budapeste, mas, de acordo com as informações que o nosso jornal recolheu, o internacional português não foi tema de conversa entre André Villas-Boas e Nasser Al-Khelaifi.

A ausência de uma abordagem concreta não invalida, por outro lado, que Diogo Costa esteja referenciado pelo PSG. Aos 26 anos, o titular absoluto da baliza portista e de Portugal é um dos melhores guardiões à escala global e desperta, naturalmente, a atenção de emblemas da primeira linha europeia.

Além disso, é de esperar que sejam levadas a cabo alterações no quadro de guarda-redes às ordens de Luis Enrique. O russo Safonov é o atual titular e Lucas Chevalier, contratado no verão de 2025 ao Lille, quer jogar com regularidade. O jovem internacional gaulês deverá discutir o futuro com o diretor desportivo, Luís Campos, mas o L'Équipe também ressalva que o cenário de saída não será de fácil concretização, uma vez que Chevalier custou 40 milhões de euros há menos de um ano.

Porém, caso haja mexidas na baliza, não será de estranhar que as intenções da estrutura dos parisienses se voltem para Diogo, não só pelo estatuto do português, que lhe permitiria entrar de caras nas opções iniciais do PSG, mas também por tudo aquilo que oferece na construção a partir de zonas recuadas, atributo valorizado pelo treinador espanhol Luis Enrique. O FC Porto, por sua vez, não pretende abrir mão do seu capitão de equipa e a cláusula de rescisão de 60 milhões de euros dá alguma margem de manobra à SAD.

Do lado de Diogo Costa, o momento é de tranquilidade e foco absoluto. O camisola 99 dos dragões — tem em mãos o desafio (feito por Villas-Boas) de mudar para o número 2, que era de Jorge Costa — não está preocupado com o que poderá acontecer no mercado numa fase tão prematura do defeso, preferindo concentrar-se na participação portuguesa no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá.

Sem imprevistos de ordem física, Diogo sabe que será o titular absoluto da baliza da Seleção Nacional, algo que também o colocará na rota de uma valorização ainda maior, se antendermos à enorme ambição que Portugal leva para as Américas.

No que diz respeito ao futuro no clube do coração, com o qual tem contrato até 2030, o guardião mantém o compromisso com os dragões. Todavia, Diogo Costa tem as suas ambições de carreira e um convite para representar um colosso do Velho Continente não será de descurar. Algo que, neste preciso momento, não se coloca.

Chega mais tarde à pré-temporada

O pontapé de saída do FC Porto em 2026/27 está marcado para dia 1 de julho, no CTFD Jorge Costa, e Diogo Costa será um dos ausentes nesse arranque de pré-temporada, uma vez que ainda deverá estar em prova no Campeonato do Mundo. Além do guarda-redes e capitão de equipa, os dragões só terão outros dois representantes no certame: Stephen Eustáquio (Canadá), que falou publicamente sobre o plano de voltar ao Dragão após o empréstimo ao Los Angeles FC, e Deniz Gul, cuja presença na lista final da Turquia ainda está por confirmar.

Voltando a Diogo, que hoje se junta à concentração da Seleção Nacional na Cidade do Futebol, aponta à presença numa fase adiantada do Mundial. Na pior das hipóteses, em caso de eliminação na fase de grupos, Portugal fará o último jogo na madrugada de 28 de junho e mesmo aí o guardião teria direito a um período adicional de férias. Mas o que o dono da baliza das Quinas deseja é continuar ao serviço até mais tarde, de preferência até 19 de julho...

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