Abordagem ao mercado vai ser mais comedida do que em 2025 no aspeto monetário - Foto: IMAGO
Abordagem ao mercado vai ser mais comedida do que em 2025 no aspeto monetário - Foto: IMAGO

Mercado FC Porto: plano de ataque é cirúrgico após o recorde de 2025

Investimento deste verão será menor em relação ao do ano passado, o maior de sempre dos dragões. Prioridade dada à supressão de lacunas, sem loucuras

O reforço do plantel do FC Porto para a temporada 2026/27 está em marcha. Depois de assegurarem a contratação do guarda-redes João Afonso, que vai dividir-se entre equipa B, onde terá tempo de jogo, e plantel principal, com o qual vai treinar, os campeões nacionais estão muito próximos de selar o regresso de André Silva ao Dragão, tal como A BOLA adiantou em primeira mão. Uma aposta a custo zero, que se enquadra de forma perfeita no plano de mercado delineado pela SAD azul e branca para este verão: colmatar de forma cirúrgica as lacunas evidentes do plantel, sem entrar em loucuras no campo financeiro.

A ideia da cúpula liderada por André Villas-Boas não passa por replicar o grau de investimento do defeso de 2025/26, que ficou marcado pelo maior mercado de sempre do FC Porto a nível de compras, algo ligado à necessidade imperativa de resgatar o título nacional. As contratações, aliadas à aquisição da totalidade do passe de Samu, superaram a barreira dos 100 milhões de euros, fasquia proibitiva nesta janela de transferências. Não obstante o sucesso desportivo alcançado na temporada finda, sob a orientação de Francesco Farioli, e o encaixe resultante da qualificação direta para a Champions League, os dragões ainda se encontram em processo de recuperação financeira, o que não abre espaço a grandes veleidades.

Nesse sentido, como A BOLA foi dando conta, as posições a apetrechar de forma prioritária estão identificada: além de André Silva, haverá espaço para mais um avançado, que pode implicar um maior esforço monetário, ainda que o FC Porto esteja em campo em busca de uma oportunidade plausível de negócio. Na lista estão, igualmente, um lateral-esquerdo, que deverá mexer com o futuro de Francisco Moura ou Zaidu, e um médio para apertar Froholdt. Caleb Yirenkyi, jovem centrocampista do Nordsjaelland, está referenciado, tal como outros jogadores para o setor — apesar de não ser tema encerrado, o regresso de Fofana é improvável —, mas as exigências do emblema dinamarquês vão precisamente contra o plano traçado pela SAD portista: o preço do internacional ganês, de 20 anos, ronda os 30 milhões de euros, valor que a estrutura azul e branca considera demasiado elevado.

No que toca ao eixo defensivo, a saída de Thiago Silva — a opção de renovação não foi ativada — não vai implicar mexidas, uma vez que o quarteto de centrais será composto por Bednarek, Kiwior, Nehuén Pérez e Prpic, havendo, ainda, a polivalência de Pablo Rosario para situações de emergência.Por outro lado, os imprevistos podem acontecer — o interesse do Barcelona em Kiwior continua a ser ventilado, embora os catalães não tenham contactado o FC Porto nesse sentido — e a eventual venda de ativos, não só na defesa, mas também noutros setores, pode obrigar os dragões a desviarem-se ligeiramente do plano inicialmente traçado.

Mas aí, o caso muda de figura, porque, ocorrendo alguma venda de um dos nomes fortes do plantel, a SAD também ganha margem para investir. André Villas-Boas e Farioli pretendem contar com um plantel competitivo e à altura do desafio de conciliar a defesa do título nacional com o regresso à Champions. Segundo o dirigente máximo portista, o objetivo é mexer pouco na espinha dorsal da equipa, mas tendo sempre presente a noção de que «os clubes portugueses vivem muito dos movimentos de mercado». «Temos de ter capacidade de ter tesouraria, cash flows que nos durem durante uma época desportiva para poder fazer face a esses pagamentos, aos salários dos jogadores... É nesse aspeto que temos de operar no mercado», afirmou AVB, na última semana.

Os clubes com maior valor empresarial da Europa

Galeria de imagens 32 Fotos

A iniciar sessão com Google...