Mercado FC Porto: a estratégia da SAD para os excedentários e não só
Vender para criar liquidez e atacar o que resta do mercado. Não é por falta de clubes interessados que o FC Porto ainda não encontrou solução para os jogadores excedentários que não entram nos planos para 2026/27 e para aqueles que, fazendo ainda parte do grupo às ordens de Francesco Farioli, suscitam alguma cobiça, como o lateral-esquerdo Francisco Moura ou o ponta de lança Deniz Gul. Nesta fase, e considerando que o fecho da janela de transferências acontecerá apenas no dia 4 de setembro, os portistas privilegiam uma estratégia centrada na venda de passes, e não tanto no empréstimo destes ativos.
Como A BOLA deu conta, o FC Porto recusou propostas de empréstimo do Corunha e da Fiorentina por Francisco Moura, e a tendência, neste e noutros casos, é manter essa estratégia até onde for possível, abrindo portas a uma cedência se, perto do prazo, não for encontrada outra solução.
Sem uma venda significativa até ao momento e já com um investimento global de 21,5 milhões de euros na compra dos passes de Jakub Kiwior (€17 M) e Inbeom Hwang (€4,5 M), o FC Porto não exclui, obviamente, a hipótese de surgirem propostas elevadas por jogadores bem cotados, como Diogo Costa ou Rodrigo Mora. Victor Froholdt é um caso diferente: quem o quiser levar terá mesmo de pagar o valor da cláusula, de €85 milhões, e o clube interessado terá de se enquadrar nas exigências do médio.
A tendência, como o nosso jornal explicou, é que o internacional dinamarquês fique. Neste enquadramento, ainda de incerteza quanto à concretização de um negócio de monta, a SAD pretende gerar o máximo de receita com os excedentários e com os jogadores que Farioli admite libertar, caso seja benéfico para ambas as partes.
Prioridades no mercado
Os dragões continuam ativamente à procura de um lateral-esquerdo e de um ponta de lança, prioridades neste mês de agosto às quais se podem juntar outras, caso entretanto haja mais saídas do plantel principal. A SAD tem nomes referenciados e avançará no tempo certo, sem precipitações.
São movimentações que exigem investimento e, nessa medida, o FC Porto precisa de ganhar algum fôlego financeiro e gerar receita com vendas, já que os empréstimos não têm um peso tão decisivo na liquidez da sociedade. Nesse domínio, as transferências de André Franco, Ángel Alarcón e Namaso valeram ao FC Porto um encaixe de 8,65 milhões de euros, valor que pode crescer com bónus e variáveis.
Mais recentemente, Domingos Andrade, da equipa B, foi transferido para o Botafogo a troco de €1,5 milhões, depois de os dragões terem recusado várias propostas de cedência do internacional angolano. Há ainda os casos de Samuel Portugal, Iván Jaime, Gabriel Veron, Dennis Konney e Kotaro Nagata, além dos já citados jogadores do plantel principal, que podem agitar os últimos dias de mercado. Samuel e Iván Jaime são processos que poderão ficar resolvidos nos próximos dias.