Leopoldo Luque, ao centro, está acusado da morte de Maradona
Leopoldo Luque, ao centro, está acusado da morte de Maradona - Foto: IMAGO

Médico acusado da morte de Maradona quebra silêncio em tribunal

Leopoldo Luque declarou-se inocente e disse que não estava encarregado da saúde do antigo futebolista

Leopoldo Luque, neurocirurgião argentino que é o principal arguido no julgamento pela morte de Maradona, declarou-se inocente perante o 7.º Tribunal Criminal de San Isidro, na Argentina.

Além de alegar não estar encarregado da saúde do antigo futebolista na altura da tragédia, o médico contestou as conclusões forenses do processo, dizendo estar «absolutamente seguro de que [Maradona] não sofreu qualquer agonia».

«Sou inocente e lamento muito a sua morte», declarou durante a audiência, reiterando que não era responsável pela saúde do craque argentino: «Eu disse explicitamente que era neurocirurgião, que não era clínico, que não era psicólogo. Disseram para procurar um clínico e eu disse que estava absolutamente de acordo.»

A versão de Leopoldo Luque diverge do parecer da equipa médica convocada pelo Ministério Público de San Isidro, segundo o qual o antigo jogador revelava «sinais inequívocos de um período agónico prolongado», não tendo sido devidamente monitorizado nas horas que antecederam a morte.

Esta foi a primeira vez que Luque falou do caso — foi ouvido durante cerca de 30 minutos —, partilhando a tese dos seis outros acusados (um psiquiatra, um psicólogo e enfermeiros): a de morte natural.

Os sete profissionais de saúde que comparecem em tribunal estão acusados de homicídio com dolo eventual — crime que pode ser punido com oito a 25 anos de prisão —, por alegadamente terem cometido atos negligentes que terão levado à morte de Maradona.

Recorde-se que Maradona morreu aos 60 anos, a 25 de novembro de 2020, vítima de crise cardiorrespiratória associada a edema pulmonar.