Partilhou ataque com Maradona e culpa-se: «Morreu sozinho, como um cão»
Gabriel Batistuta, antigo avançado argentino, fez revelações marcantes sobre a morte de Diego Armando Maradona, expressando um profundo sentimento de culpa por não ter feito mais para ajudar o compatriota. As declarações surgiram numa entrevista ao podcast Rio Ferdinand Presents, conduzido pelo ex-futebolista inglês.
«É uma vergonha, porque era uma grande pessoa e morreu sozinho. Ninguém esteve com ele. Morreu como um cão», lamentou Batistuta, visivelmente emocionado. O antigo goleador, que partilhou o ataque da seleção argentina com Maradona em 10 jogos, sente que poderia ter assumido um papel mais ativo. «Não fizemos muito para o proteger. É algo em que não gosto de pensar. Culpo-me por isso, porque poderia tê-lo ajudado... Se gostas de alguém, tens de o ajudar quando precisa. Porquê não? Mesmo quando são difíceis de lidar», acrescentou.
Na conversa, Batistuta recordou a sua relação com El Pibe. «Para mim, o Diego foi uma grande pessoa, com os seus problemas, mas foi uma grande pessoa. É algo que não consigo explicar. Tentei sempre dizer-lhe a verdade, mesmo sendo 10 anos mais velho do que eu. Talvez por isso ele me respeitasse», afirmou.
O antigo jogador da Fiorentina e figura da Serie A também abordou a perceção pública de ídolos como Maradona, alertando para a fragilidade por detrás da imagem de força. «Deu-nos tudo, momentos incríveis. Espero que não aconteça o mesmo a Messi... Quando eles estão no topo, não vemos que têm problemas. Pensamos que está tudo bem, que têm tudo. Não choram... Parecem super-heróis, mas são humanos», refletiu.
Questionado sobre a eterna comparação entre os dois maiores ícones do futebol argentino, Batistuta foi claro na sua preferência. «São diferentes. O Messi marcou 1000 golos e o Maradona 200. O Messi é tranquilo e o Maradona não era. Para mim, o Maradona é o melhor. Ele conseguia jogar, lidar com os árbitros, com os adversários. Fazia coisas incríveis. O Messi também consegue, mas não tem o mesmo carisma», analisou.
No final da entrevista, e descrevendo-se como um goleador «nascido e não aprendido», Batistuta elegeu a sua equipa de sonho de cinco jogadores com quem jogou, incluindo Fernando Redondo, Cafú, Francesco Totti, Claudio Caniggia e, inevitavelmente, Diego Maradona.
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