Marítimo sagra-se campeão da Liga 2
Com o ambiente que se fazia sentir no Caldeirão (como é carinhosamente chamado pelos adeptos verdes rubros) já antes do apito inicial, não havia volta a dar: ou o Marítimo ganhava ou… ganhava. Mas até o empate dava para o conjunto insular ser campeão.
Galvanizado pelas bancadas, a formação orientada por Miguel Moita chegou ao golo antes do minuto 10, por Xico. Após uma bela jogada individual de Simo, Carlos Daniel recebeu a bola no meio e, com grande classe, isolou o extremo - que, na cara de Stefanovic, não tremeu e fez o 1-0. Até houve fogo de artifício fora do estádio.
Com tanta festa, os insulares iam-se pondo a jeito e tiveram mesmo de apanhar as canas dos festejos do golo dos bebés do Mar, aos 18’. Serif Nhaga cruzou tenso pela esquerda e Luccas Paraizo estava no sítio certo. A bola bateu-lhe nas pernas e entrou.
Logo a seguir, os anfitriões voltaram, todavia, a tomar conta da festa, graças a uma infelicidade de Serif Nhaga. Na sequência de um canto dos insulares pelo lado esquerdo, o defesa, em vez de cabecear para longe, meteu a bola dentro da própria baliza…
Foi através de outro pontapé de canto que os funchalenses fizeram o terceiro. Paulo Henrique desviou ao primeiro poste, e Guirassy apareceu à boca da baliza para finalizar - e, nos Barreiros, logo começou a ouvir-se «campeões, campeões, nós somos campeões».
Mas calma… o campeão até podia estar já decidido, mas o golo da tarde ainda estaria por chegar. Benjamin Kanuric aproveitou um livre frontal para reduzir com um golaço e dar esperança a uma armada do Mar que foi muito combativa de início ao fim - não tendo, no entanto, conseguido evitar o regresso às derrotas, seis partidas depois.
3-2 foi o resultado final e o Marítimo sagrou-se campeão da Liga 2, a três jornadas do final.
«O culminar de um grande ano»
No final do encontro, Raphael Guzzo, que recebeu o prémio de melhor em campo, assumiu que «este título foi o culminar de um grande ano», fazendo uma menção honrosa aos adeptos, «que merecem».
O mister Miguel Moita, por seu turno, quando questionado sobre a continuidade, afirmou que «neste momento importa festejar, porque o mais importante é o clube estar na I Liga, porque o Marítimo está acima de tudo».