Marítimo regressa sem caras novas
Com exames físicos e médicos, o Marítimo arrancou nesta quarta-feira nos Barreiros, rumo à Liga 2026/27. Na abertura de portas estiveram ausentes Raphael Guzzo, Noah Madsen, Danilovic, Martín Tejón e Peña Zauner, devido a problemas na ligação aérea com a ilha da Madeira.
Os leões do Almirante Reis também anunciaram a equipa técnica que irá trabalhar com Mitchell van der Gaag, o novo treinador: João Fajardo (adjunto), Pedro Neto (adjunto), Ricardo Pereira (treinador de guarda-redes), Tiago Oliveira (analista), Bernardo Ramos (preparador-físico) e João Nuno (fisiologista).
Neste primeiro dia de trabalho, estiveram presentes 17 jogadores: Alfonso Pastor, Kimiss Zavala, Gonçalo Tabuaço, Pedro Teixeira, Igor Julião, Romain Correia, Paulo Henrique, Rodrigo Andrade, Nélio Batista, Carlos Daniel, Simo Bouzaidi, Francisco Gomes, Adrian Butzke, José Melro e Francisco Silva.
Deixaram os insulares os seguintes jogadores: Samuel Silva, Júnior Almeida (Sabah FC), Rodrigo Borges, David Freitas (Sintrense), Afonso Freitas, Xavi Grande, Marco Cruz (Vitória de Guimarães), Ibrahima Guirassy, André Rodrigues (Chaves), Alexandre Guedes e Preslav Borukov.
O presidente Carlos André Gomes garantiu que deverão chegar, no mínimo, «entre oito a dez jogadores» novos, podendo esse número aumentar em função de eventuais saídas. «Neste momento não há nada, há uma primeira tentativa de perceber que jogadores poderão sair, mas o mercado está muito parado», disse.
Martín Tejón tem sido dos jogadores mais cobiçados, e Carlos André Rodrigues não fecha a porta a ninguém, desde que paguem o que o clube pedir. «Todos têm a possibilidade de sair. Agora, se o mercado vai querer pagar aquilo que o Marítimo vai pedir, é outra coisa. Temos de esperar, o mercado ainda é longo, ainda há muito caminho por fazer e podem ter a certeza de que estamos a trabalhar de forma tranquila, com ainda mais cuidado do que no ano passado, porque a Liga exige mais atenção, mas estamos a fazer a coisa de forma certa», garantiu.
«A defesa é um setor prioritário, mas vamos ter de mexer em todos os setores. Estamos de forma muito tranquila a fazermos as contrações que entendemos que tenham de ser feitas e, acima de tudo, com muita assertividade. Não estamos em condições de facilitar e falhar nas contratações. Têm de ser atletas que venham acrescentar valor à equipa», indicou.
Esses reforços terão de ser «bem escolhidos», em função da nova realidade competitiva em que será necessário «ter a consciência de que o que se vai passar nesta época não será igual» ao que se passou na anterior, que valeu a conquista da Liga 2. «Vai haver momentos em que vamos perder jogos, haverá momentos em que vamos vencer. Há um trabalho que está a ser feito por esta direção no sentido de, ainda com mais cuidado do que foi feito no passado, escolher bem os nossos reforços», para, «conjuntamente com os que ficaram», proporcionarem aos verde-rubros «um campeonato tranquilo».
Tal como o presidente, Romain Correia, o capitão, também considera que as conquistas de 2024/25 pertencem ao passado e o foco agora passa por constituir «um grupo forte» para alcançar os objetivos. «Espera-se um grupo forte, as expetativas são sempre boas, otimistas, e receber quem vem da melhor forma para darem o seu melhor e incutir o que é ser Marítimo e o espírito Marítimo, e estarmos todos na mesma sintonia. É uma nova competição. O que foi alcançado no ano passado já passou. Foi muito bom. Quanto ao novo treinador, temos de perceber as ideias dele, focarmo-nos ao máximo para alcançar os nossos objetivos, que passa por fazer um campeonato tranquilo, mas sabendo da nova realidade, em que a exigência é diferente», afirmou.
Amanhã, novamente no Caldeirão, prosseguem os testes físicos e médicos e na sexta-feira, às 10h30, no relvado do Estádio da Imaculada Conceição, têm início os treinos.