Marítimo: fragilidade defensiva preocupa
O Marítimo atravessa uma fase preocupante a nível defensivo, tendo sofrido golos em oito jornadas consecutivas da Liga e também na Taça de Portugal. A formação insular apenas conseguiu manter a baliza em branco na 1.ª jornada do campeonato, no triunfo por 1-0 frente ao Casa Pia. A este ciclo, junta-se ainda a partida da Taça de Portugal frente ao Alcochetense, na qual também sofreu um golo, apesar de ter garantido o triunfo por 2-1.
Nas primeiras seis jornadas do campeonato, o treinador Mitchell van der Gaag procurou manter a estabilidade no setor recuado, apostando sempre no mesmo quarteto defensivo, composto por Igor Julião, Romain Correia, Rafael Fernandes e Paulo Henrique, com Alfonso Pastor a assumir a titularidade na baliza. Nesse período, os insulares sofreram 11 golos.
A partir da 7.ª ronda, no encontro com o Gil Vicente que terminou empatado 1-1, a estrutura defensiva sofreu alterações. O treinador neerlandês trocou de guarda-redes, promovendo a entrada de Fran Vieites, e ao mesmo tempo a lesão sofrida por Rafael Fernandes abriu espaço para a entrada de Gábor Szalai, que passou a fazer dupla central com Romain Correia. Contudo, a reconfiguração não travou a espiral de golos sofridos: nos três jogos com esta nova distribuição, os madeirenses sofreram 8 golos.
A par das alterações forçadas e das opções do treinador, o mau momento da defesa maritimista tem sido também marcado por falhas individuais, como ficou bem demonstrada no último jogo, contra o Vitória de Guimarães, no qual dois golos resultaram diretamente de erros individuais.