Carrick deixou Bruno Fernandes no banco: «Temos de tomar decisões...»
O Manchester United foi este domingo humilhado pelo Bournemouth em casa, com derrota por 0-3 que se traduziu no oitavo jogo consecutivo sem vencer para os red devils. Após a partida, Michael Carrick, treinador da equipa de Manchester, analisou a partida e afirmou que «dói muito» ver a equipa assim.
«O Yoro escorregou no primeiro golo, o segundo foi um livre duvidoso do Heaven. O escorregão foi pena, ele é um grande talento com muito futuro. Fez um erro e está a sentir isso mas não devia. Acontecem. Nem é um erro, é só um escorregão. Na altura do terceiro golo, sentimos que, se marcássemos um golo teríamos os adeptos connosco. Não conseguimos encontrar esse momento e o terceiro golo matou-nos. A partir daí foi o que foi», começou por dizer. «Foi um dia duro para os jogadores. Estão desapontados, magoados. É o que é, temos de aceitar que esta é a situação neste momento. É difícil para mim viver um dia assim neste clube. Não por mim, mas pelo Man. United. Dói muito ver isto», continuou.
Bruno Fernandes, capitão do Manchester United, ficou no banco, ainda aqueceu alguns minutos, mas não chegou a entrar. «Há momentos em que temos de tentar tomar decisões que mudem o curso do jogo e fazer a diferença. Essas foram as decisões que tomámos hoje», analisou Carrick, que garantiu que, no final da partida, não se estava a despedir dos adeptos, que cantaram o nome dele ao sair do relvado de Old Trafford e assobiaram os jogadores: «Tenho sentimentos mistos pela forma como os jogadores e os adeptos se estão a sentir. Ter essa ligação com os adeptos é agridoce. Vou precisar de tempo para digerir, mas é bom sentir o apoio. Estamos num momento em que os resultados ou as exibições não foram suficientemente bons.»
«É difícil, não há como esconder. Não sei o que virá a seguir. Faço sempre o meu melhor e não vou mudar isso agora. Adoro o que faço e sinto a responsabilidade. Vamos esperar para ver», completou, em declarações à Sky Sports.
À BBC, confessou que não sabe se haverá algum tipo de diálogo com a direção sobre o futuro: «Vamos ver. Não estou à espera de nada. É preciso digerir isto hoje. Sabíamos que era um dia importante para seguirmos em frente e não fizemos isso. Temos de digerir as emoções no final do jogo, algo que ainda não senti antes. Tenho energia, claro. Temos de nos focar nos jogos e unir os jogadores. Adoro essa responsabilidade. É para isso que cá estou.»