Marco Silva deixa aviso ao Fulham: são precisos reforços em janeiro e é bom que cheguem cedo
Marco Silva não quer ver repetido o que aconteceu no verão passado, com o Fulham a demorar muito a compensar várias saídas importantes, e acabando por contratar apenas quatro jogadores, três deles a chegarem no fecho do mercado: Kevin (o reforço mais caro de sempre do clube, adquirido ao Shakhtar por 40 milhões de euros); Samuel Chukwueze (emprestado pelo Milan); e Kusi-Asare (avançado de 18 anos emprestado pelo Bayern que só ainda jogou um minuto na Premier League). O outro reforço, contratado no final de julho, foi o guarda-redes suplente Benjamin Lecomte.
«Claro que houve uma ou duas coisas no verão passado que não nos foram possíveis fazer, porque tivemos alguns jogadores a chegar nos últimos dias do mercado. Estamos a trabalhar em conjunto, eu, a equipa técnica e a direção, para ver se conseguimos fazê-lo e se o podemos fazer rapidamente, nos primeiros dias do mercado», assumiu o treinador português do Fulham, na conferência de imprensa de lançamento do jogo desta terça-feira, com o Manchester City.
O que Marco Silva não quis fazer foi avançar com número de reforços desejados, apesar de várias vendas de verão não terem sido compensadas, com o caso do médio ofensivo Andreas Pereira como o mais flagrante. «Não quero avançar com um número. Estes três, quatro meses criaram um cenário diferente para nós», acrescentou o técnico.
Um dos cenários diferentes é a falta de soluções para o centro do ataque — Carlos Vinícius saiu para o Grêmio, Rodrigo Muniz foi operado (só volta em fevereiro) e Kusi-Asare não conta para Marco Silva (que admitiu falar em janeiro sobre um possível regresso antecipado do jovem ao Bayern), deixando Raúl Jiménez como único ponta de lança disponível.
Já no meio-campo, a explosão de Josh King, 18 anos, produto da academia, acabou por oferecer mais opções a uma posição que parecia deficitária.
«Gostava de ter tido o Chukwueze mais cedo, na pré-época, até porque os rapazes nigerianos criam um excelente ambiente. Estou muito contente com ele.»
Só derrotas contra o City
Marco Silva celebrou o jogo 200 pelo Fulham com uma vitória fora no dérbi com o Tottenham, no sábado, a segunda consecutiva e terceira em quatro jogos, série que se seguiu a cinco encontros sem ganhar.
O próximo adversário é o Manchester City de Pep Guardiola, que Marco nunca venceu, contra quem nem sequer pontuou — 13 jogos (um pelo Hull, dois pelo Watford, três pelo Everton e sete pelo Fulham), 13 derrotas.
«Eles são sempre muito, muito fortes. Vai ser um jogo difícil para nós, mas as duas vitórias seguidas dão-nos confiança. Tínhamos de mostrar uma reação forte e foi isso que fizemos após a paragem para as seleções. Espero que possamos mudar a história a nosso favor.»