Rui Borges com a camisola que assinala a renovação até 2028 (Foto Miguel Nunes)
Rui Borges com a camisola que assinala a renovação até 2028 (Foto Miguel Nunes)

Marcar a história do Sporting, a crença e a evolução: tudo o que disse Rui Borges

Treinador quase nas nuvens com a renovação de contrato com os leões

Depois da fotografia da praxe com a camisola que assinalou a renovação até 2028 e com a mulher e a filha sentadas na primeira fila da plateia, Rui Borges tomou a palavra para dar conta do orgulho que sente nesta nova etapa da carreira. «Vou tentar ser rápido e direto. Antes de mais, quero agradecer as palavras do presidente e todo o staff que está aqui presente. É um grande orgulho e uma grande satisfação esta renovação de contrato, dita bem como o presidente disse tudo o que define não o Rui Borges mas esta equipa técnica, que é a palavra trabalho. É sinal que o trabalho é reconhecido e isso deixa-nos todos muito felizes. Depois, dizer que é um continuar de um compromisso, de um rigor e de uma ambição enorme de trabalhar neste grande clube e continuar a marcar a história do Sporting com troféus para que no futuro nos sintamos todos honramos por aqui termos passado. É muito isso, muito trabalho, muito compromisso e muita ambição de continuarmos a sermos melhores», afirmou. Após breve pausa, foi tempo dos (muitos) jornalistas presentes colocarem questões ao treinador natural de Mirandela.

— O que pediu à administração da SAD para continuar a ter sucesso no Sporting?

— Eu pedi? Eu não peço nada. Já me deviam conhecer. Não me queixo de nada. Sou muito feliz no Sporting e continuarei a ser feliz no Sporting. Estou numa estrutura em que o dia a dia é muito honesto, muito limpo e acima de tudo muito feliz.

— A que se propõe em termos de objetivos para o que aí vem?

— Proponho-me a trabalhar cada vez mais e melhor na procura de ser melhor, acima de tudo. Com respeito, mas com uma ambição enorme, exatamente igual à que trazia no primeiro dia. Depois, a cada dia que passa a gente cresce, aprendemos com tudo — com coisas boas e menos boas, faz parte do processo natural de crescimento do ser humano. A nós, compete-nos trabalhar imenso e felizes porque estamos onde queremos, por mérito do nosso trabalho e tudo o que foi o nosso caminho e nos trouxe aqui tão rápido. Sou e somos uns felizardos. Chegámos aqui com muito trabalho, suor e acima de tudo com uma ambição enorme. Se calhar no primeiro dia ninguém acreditava, nem os meus adjuntos, que ao dia de hoje estariam novamente aqui a renovar contrato com o Sporting.

— Se o Sporting falhar o segundo lugar e consequentemente o acesso à Champions na próxima época, o presidente prometeu-lhe na próxima temporada um plantel à altura para reconquistar o título? O que muda, embora tenha visto que o relógio é diferente...

— O relógio é um Casio na mesma [risos] .O Sporting, independentemente de qualquer treinador, será sempre uma grande equipa, e terá sempre profissionais muito competentes e muito bons para honrar a camisola que vestem. Matematicamente ainda podemos ser segundos e é nisso que estamos focados.

— O que prevê para a próxima época, seja na Liga dos Campeões ou na Liga Europa, precisa de um plantel com mais profundidade para conseguir realmente poder tentar todos os objetivos?

— Na minha cabeça está o próximo jogo com o V. Guimarães e conseguir vencer para conseguir lutar pelo segundo lugar, aquele que nos compete neste momento lutar para garantir o acesso à Champions e depois focarmo-nos na conquista de mais um título. Apesar de tudo, esse título é nosso e queremos continuar com ele. A próxima época, a seu tempo, começará a ser preparada. Com algum tempo também já está a ser preparada. Volto a dizer, nada é feito ao acaso e os últimos anos do Sporting assim o demonstram — tem um rumo, um propósito, um crescimento sustentável e assim continuará a ser.

— Em relação ao timing deste anúncio, pediu ao presidente para ser diferente, após um resultado mais positivo?

— Eu não olho para o timing, há sim uma avaliação do trabalho. Como o presidente disse — e já o agradeci — tem a ver com o nosso trabalho diário, o nosso caminho, o nosso diálogo e acreditar mútuo, não só meu como do presidente, como toda a estrutura que está presente aqui e que são tão ou mais importantes que o treinador do Sporting. Com muito respeito uns pelos outros e sempre com o foco no mesmo ponto e no mesmo caminho, isso para mim é o mais importante.

— Queria pedir-lhe um balanço. Desde o primeiro jogo até este exato momento, onde acredita que taticamente a equipa mais evoluiu e onde acredita que a equipa pode evoluir ainda mais?

— Evoluiu mais no início desta época, muito honestamente porque era uma equipa que, em termos táticos e de dinâmica de jogo, mais do que a estrutura - e vocês falaram muito na estrutura na nossa fase inicial de Sporting -, mas foi neste início de época. Isso foi falado por muita gente, foi falado também por vocês, que o Sporting era claramente a melhor equipa a jogar futebol. Penso que aí melhorámos bastante e vamos continuar a melhorar, se não não fazia sentido. Continuar a melhorar faz parte do meu caminho e do da minha comissão técnica. Melhorámos muito desde o primeiro dia até ao dia de hoje, em relação a tudo. Seja no dia a dia de trabalho, no método... melhorámos em relação a tudo. Há uma aprendizagem mútua com todos os departamentos, com todos os jogadores, dão-nos coisas diferentes e temos de saber lidar com tudo e todas as variáveis.

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