Eis a tripulação: Christina Koch, Reid Wiseman, Victor Glover (da NASA) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial Canadiana) - Foto: NASA
Eis a tripulação: Christina Koch, Reid Wiseman, Victor Glover (da NASA) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial Canadiana) - Foto: NASA

Mais de 50 anos depois de Apollo, Artemis II chegou à Lua

Cápsula Orion e quatro astronautas, Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch (da NASA) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial Canadiana) entraram durante a manhã desta segunda-feira no campo gravitacional da Lua

A missão Artemis II atingiu, esta segunda-feira, o ponto mais alto com o histórico sobrevoo da Lua, um momento transmitido em direto para todo o Mundo. O evento marca o regresso de astronautas às proximidades do satélite natural da Terra, mais de meio século após a era Apollo, e promete quebrar o recorde de maior distância alcançada por humanos em relação ao nosso planeta.

Entre os objetivos desta missão está levar a cápsula Orion a sobrevoar a face oculta da Lua, um momento que fará com que os astronautas estejam uma distância inédita - ultrapassando efetivamente o anterior recorde estabelecido pela missão Apollo 13 que, em 1970, esteve a uma distância de 400.171 quilómetros. No caso da Artemis II, conta a Reuters que o objetivo é atingir os 406.773 quilómetros de distância.

Recorde-se que a Artemis II é a primeira missão tripulada do programa Artemis da NASA, que visa restabelecer a presença humana na Lua e preparar futuras viagens a Marte. Sucede à bem-sucedida Artemis I, que em 2022 testou a nave Orion sem tripulação numa viagem em torno da Lua.

Desde o lançamento a 1 de abril, os quatro astronautas a bordo da Orion, nomeadamente Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch (da NASA) e Jeremy Hansen (da Agência Espacial Canadiana), têm realizado diversas operações cruciais.

Entre as tarefas, destacam-se os testes aos sistemas da nave, manobras de correção de trajetória e a avaliação dos fatos espaciais Orion Crew Survival System (OCSS). Estes fatos, concebidos para um ajuste personalizado, são essenciais para proteger a tripulação durante fases críticas como o lançamento e a reentrada, além de garantirem suporte de vida em caso de despressurização da cabine.

A tripulação tem também testado a mobilidade e a funcionalidade dos fatos, simulando a entrada nos assentos e verificando a capacidade de comer e beber enquanto os vestem. Nos últimos dias, os preparativos focaram-se nos objetivos científicos, com a revisão de locais específicos na superfície lunar para observação e fotografia.

A nave Orion entrou na esfera de influência gravitacional da Lua hoje, 6 de abril, por volta das 05h41. Durante a passagem pelo lado oculto da Lua, está prevista uma interrupção nas comunicações com o controlo da missão por cerca de 40 minutos, um procedimento normal já verificado nas missões Apollo e Artemis I, devido ao bloqueio dos sinais de rádio pela superfície lunar. O contacto será restabelecido assim que a nave reaparecer.