Artemis II
Artemis II

Artemis II descola no regresso do Homem à órbita da Lua

Sucesso da missão espacial abrirá caminho para outras no futuro

A missão Artemis II da NASA descolou esta quarta-feira do Centro Espacial Kennedy, em Cabo Canaveral, na Flórida, marcando o regresso de voos tripulados às imediações da Lua após mais de 50 anos. Desde 1972 que a NASA não enviava astronautas à Lua.

A bordo seguem quatro astronautas — Reid Wiseman (comandante da missão), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e Jeremy Hansen (especialista de missão) — que, apesar de não aterrarem no satélite, irão realizar uma órbita que os levará mais longe da Terra do que qualquer ser humano na história.

Eis a tripulação da Artemis II

Esta missão é histórica por incluir, pela primeira vez, uma mulher e um astronauta negro num voo em direção à Lua.

Com uma duração prevista de dez dias, a Artemis II é um passo fundamental nos planos de longo prazo da NASA. Esta missão é estratégica e serve de preparação para as etapas seguintes do programa, que visam estabelecer uma presença mais permanente no satélite natural do nosso planeta.

Recorde-se que o lançamento sofreu alguns adiamentos devido a condições climatéricas adversas e a problemas técnicos. Antes da descolagem, os técnicos resolveram uma falha no sistema de terminação de voo do foguetão, um mecanismo de segurança crucial para a operação. A NASA confirmou que o problema foi solucionado, dando luz verde para o prosseguimento da missão.

O sucesso da Artemis II abrirá caminho para as missões futuras. A Artemis III, planeada para os próximos anos, tem como objetivo levar astronautas de volta à superfície lunar. Já a Artemis IV, prevista para 2028, é considerada a mais decisiva no processo de utilizar a Lua como um ponto de apoio para futuras missões tripuladas a Marte.

Após a descolagem, a Orion entrará em órbita da Terra para se realizarem verificações e manobras visando garantir a fiabilidade e a segurança da nave, que até à data nunca transportou humanos. Se estes testes forem bem-sucedidos, a sonda irá gerar o impulso necessário para deixar a órbita da Terra e iniciar a viagem em direção à Lua, entre três a quatro dias, durante os quais se irão realizar mais testes e experiências científicas. Assim que chegarem perto da Lua, os astronautas irão orbitá-la e sobrevoar o seu lado oculto, esperando-se que batam o recorde da missão Apollo 13, tornando-se os humanos que viajaram mais longe da Terra.