Afonso Moreira entrou na segunda parte, mas não conseguiu ajudar o Lyon a dar a volta à eliminatória - Foto: IMAGO

Lyon perde em casa com o Celta e equipa de Paulo Fonseca diz adeus à Europa

Conjunto do técnico português ficou condicionado a partir do minuto 19, após a expulsão de Niakhaté. Afonso Moreira entrou na segunda parte, mas não conseguiu evitar a derrota por 0-2 e a eliminação europeia

Chegou ao fim o percurso do Lyon na UEFA Europa League. A equipa treinada por Paulo Fonseca, que contou com Afonso Moreira em campo na segunda parte, perdeu por 0-2, em casa, frente ao Celta de Vigo, e foi eliminado após 1-3 no agregado das duas mãos dos oitavos de final da competição.

Jogando em casa, e depois do empate no primeiro desafio, esperava-se que fosse o Olympique a assumir a iniciativa do jogo, mas foi o Celta quem criou a primeira grande ocasião de perigo. Tagliafico pisou, dentro de área, Javi Rueda, uma ação que pareceu ser merecedora do castigo máximo mas que o árbitro ignorou. Este lance serviu para a turma francesa reagir e lançar-se abertamente para o ataque. Yaremchuk, com a baliza aberta à sua disposição, rematou para fora, e logo a seguir o mesmo jogador mandou a bola ao ferro da baliza do Celta.

Desperdiçar estas duas grandes oportunidades acabaria por ter um preço muito elevado, embora bastante mais caro tenha sido o lance protagonizado por Niakhaté aos 19 minutos: fez uma dura entrada sobre Rueda e viu o cartão vermelho, condenando a sua equipa a ter de disputar o resto do encontro com um jogador menos. O mesmo sucedeu ao Celta no encontro de Vigo, em que Borja Iglesias foi expulso, mas no início da segunda parte. 

Depois disso, a equipa espanhola aproveitou a situação para aparecer mais no ataque. O guardião Greif viu-se obrigado a ter de fazer um par de boas intervenções, ao mesmo tempo que a equipa procurava construir jogadas que pudessem levar os  visitantes a cometer faltas suscetíveis de expulsão e com isso restabelecer o equilíbrio numérico. Apesar dos vários cartões amarelos, a estratégia não resultou e chegou-se ao intervalo com o marcador em branco.

Cauteloso, o que fez o treinador do Celta no início do segundo tempo foi tirar do relvado os jogadores que estavam ameaçados e fazer entrar outros sem esse problema, entre eles Iago Aspas, que, apesar da sua veterania, continua a ser a grande referência da equipa. 

Ao quarto de hora do segundo tempo surgiu o primeiro golo. Hugo Álvarez entrou pela esquerda, centrou para a área e aí apareceu Javi Rueda a mandar a bola para o fundo da baliza, repetindo o que já havia feito no jogo da primeira mão. Com este golo as coisas complicaram-se ainda mais para Paulo Fonseca, que decidiu fazer substituições. Saiu Endrick, que pouco ou nada tinha feito, e entrou Afonso Moreira, que deu algo de mais dinamismo ao ataque, mas todos os últimos esforços para chegar ao empate foram em vão. 

O Celta, embora sofrendo, soube com bom jogo e grande personalidade controlar muito bem a situação e até conseguiu aumentar a diferença com o segundo golo, apontado por Jutglà já no tempo de compensação. Má noite para Paulo Fonseca, que, depois de ter sido eliminado na Taça de França, também ficou sem a Europa. Só lhe resta lutar por conseguir, no campeonato, o melhor resultado possível.