Luís Neves quebra silêncio sobre a polémica do atrelado: «Um puro ato de boa gestão»
Após cerca de três semanas de silêncio, o ministro da Administração Interna, Luís Neves, falou ao país esta quarta-feira para prestar esclarecimentos sobre as polémicas que envolvem o seu nome, garantindo que se mantém no cargo e que não pondera demitir-se.
«Estou muito coeso, empoderado e motivado para trabalhar com forças armadas, bombeiros e outras instituições para continuar este trabalho», assegurou o ministro, que não admite que a sua competência seja posta em causa.
A decisão de guardar um atrelado da PJ num armazém do empreiteiro João Carvalho foi classificada por Luís Neves como «um puro ato de boa gestão» que «poupou dinheiro ao Estado», cerca de 150 mil euros. O ministro explicou que a PJ não tinha espaço para o material, que continha tabaco e azeite contrafeitos, e que a Marinha, que o acolhia inicialmente, deixou de o poder fazer.
A solução surgiu através do diretor financeiro da PJ, que, ao comentar o problema com o empreiteiro, obteve a oferta para guardar o atrelado no seu armazém. «Não houve qualquer contrapartida», garantiu Luís Neves, considerando o assunto «uma não questão» e afirmando que, se a situação se repetisse, tomaria «a mesma decisão».