Luís Montenegro na tribuna a apoiar Portugal - Foto: Miguel Nunes
Luís Montenegro na tribuna a apoiar Portugal - Foto: Miguel Nunes

Luís Montenegro: «Estou muito, muito orgulhoso»

Primeiro-Ministro de Portugal teceu rasgados elogios à equipa de defendeu Cristiano Ronaldo e apontou à final: «Se estivermos todos muito motivados». Justificou o significado da pulseira que ofereceu aos jogadores

Luís Montenegro, Primeiro-Ministro de Portugal, esteve em Houston a apoiar a Seleção Nacional e, após o jogo, não escondeu a felicidade pela vitória, na 2.ª jornada da fase de grupos, com a pasagem já garantida, restando apenas saber em que posição.

«Noto neste conjunto de jogadores um sentido de responsabilidade e de compromisso com os valores de Portugal, da Seleção, do desporto português, da tradição portuguesa de futebol, que é, de facto, muito inspirador para aquilo que temos de fazer em todas as outras atividades nas quais temos responsabilidade», realçou.

Questionado sobre o que representa esta vitória para Cristiano Ronaldo, neste momento, em que foi alvo de várias críticas, marcar e receber o prémio de homem do jogo, o governante defendeu o capitão da equipa das quinas: «Estive com ele também de uma forma particular, por várias razões, mas devo dizer uma coisa, o Cristiano Ronaldo vive esta pressão há mais de duas décadas, portanto, ninguém como ele sabe gerir do ponto de vista emocional e também motivacional, aquilo que é a responsabilidade como um dos membros da equipa. Sinto que ele soube analisar tudo aquilo que foi o desempenho da nossa equipa no primeiro jogo, lembrem-se que o Cristiano Ronaldo teve a seriedade e honestidade de confessar que no primeiro jogo estivemos à beira de o ganhar, mas também estivemos relativamente perto de o poder perder. Não jogamos sozinhos, enfrentamos equipas com muito valor, muita qualidade, como se tem visto. Estou muito, muito orgulhoso.»

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E vaticinou presença na final do Mundial: «Se todos estivermos no nosso nível máximo de motivação, pode mesmo acontecer de estarmos no dia 19 na final. Mas, isso vai depender de cada jogo, este é outro contexto de competição. Há um princípio que é a regra de ouro: não podemos perder nenhum jogo! Ainda temos um último jogo com a Colômbia na fase de grupos e depois logo se vê. Tudo é possível.»

Instado sobre o significado das pulseiras que ofereceu aos jogadores, revelou: «Significa o espírito de grupo, o espírito de missão, o espírito de compromisso uns com os outros. Tive ocasião de dizer aos jogadores, em Lisboa, que é precisamente para nos momentos menos bons podermos agarrar a mão uns dos outros e podermos estar ainda mais fortes dentro do campo.»

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