Liga 2: mais expulsões do que golos no Leixões-Benfica B
Terreno pesado, ambiente cinzento e muito... esforço no relvado. Jogo de mais trabalho do que inspiração resultou num empate a zero entre Leixões e Benfica B na Liga 2 — que, de resto, balanço geral, se aceita pelo rendimento das duas equipas que tiveram empenho, é certo, mas sempre distantes das balizas adversárias. Sobretudo na primeira parte, período marcado pelo equilíbrio, estando o Benfica com mais posse, mas pouco assertivo no último terço.
Já o Leixões, que raramente perdeu a sua organização defensiva, foi procurando espaços para poder ferir os encarnados, mas sem sucesso. Esta foi a história de uma primeira parte na qual o Benfica, com alguns jovens reforços da equipa principal como Gonçalo Moreira, Rodrigo Rêgo, João Rêgo e José Neto, acabou por não consumar esse domínio com golos.
Na segunda parte a história foi diferente. O Leixões soltou-se das amarras e esteve por cima em vários momentos. E o golo da equipa de Fangueiro esteve muito perto de acontecer, aos 82’, após deslize do guarda-redes Diogo Ferreira que Naldo não conseguiu aproveitar. Faltou o golo numa partida muito intensa, com muitos mais ocasiões na etapa final e maior emoção e incerteza no resultado. Apesar do maior volume ofensivo do Leixões na etapa final, o empate acaba por se aceitar num jogo que, face às condições atmosféricas, foi marcado pela entrega das duas equipas.
O jogo acabaria por ficar marcado por uma enorme confusão nos descontos. Vários jogadores envolveram-se em confrontos junto à linha lateral, numa situação que resultou nas expulsões de Ricardo Valente, do Leixões, e Tiago Parente, do Benfica B, já em tempo de compensação.