Liga 2: agitação final não quebrou o cadeado em Vizela (crónica)
Ao terceiro jogo na Liga 2, o Amarante somou o primeiro ponto na prova. Em termos práticos, essa foi a principal nota a retirar do duelo nortenho que opôs a equipa orientada por Jorge Pinto ao Vizela. No Minho, não se foi além do nulo, numa partida que só conheceu verdadeira agitação no segundo tempo, já após a hora de jogo.
A primeira parte teve pouca baliza de parte a parte, com o extremo Matías Lacava, dos anfitriões, a tentar dar alguma faísca ao encontro. Fora um ou outro fogacho proveniente, maioritariamente, dos pés do venezuelano, uma série de más decisões — em ambos os lados — à entrada para o último terço impediu que surgissem lances de verdadeiro perigo.
Ainda assim, não seria justo omitir a boa exibição de Feliciano. O central guineense do Amarante chegou para as encomendas, assumindo papel fundamental na fase mais animada do desafio. Com as duas equipas algo desgastadas e partidas, houve mais espaço para explorar.
Aí, o Vizela conseguiu ser mais perigoso, com os amarantinos a apostarem no contragolpe, embora não tenham sido capazes de criar momentos de grande aflição à equipa da casa. Aos 74', Anthony Carter, na grande área visitante, deu meia-volta e atirou a rasar o poste, num dos momentos de maior perigo da partida.
O resultado manteve-se, porém, inalterado até ao derradeiro apito. O Vizela soma, agora, uma vitória, uma derrota e um empate na edição 2026/27 da Liga 2, tendo pela frente uma difícil deslocação ao reduto do Torreense no próximo fim de semana. Quanto ao Amarante, será necessário esperar pela receção ao Benfica B, na 4.ª jornada, para perceber se o ponto conquistado no Minho — o primeiro nas competições profissionais — serviu para quebrar uma barreira psicológica.