Leões em debandada: Sporting reduzido a sete jogadores!
O silêncio vai imperar na Academia Cristiano Ronaldo nos próximos dias. O que deveria ser um período de retemperar forças e ajustar agulhas na reta final da época transformou-se num autêntico quebra-cabeças para Rui Borges. Com a debandada de 16 internacionais e um boletim clínico que não dá tréguas, o Sporting apresenta-se na quarta-feira, data para o regresso ao trabalho após dois dias de folga, com um plantel reduzido à sua expressão mínima: apenas sete jogadores estarão aptos para o primeiro treino da semana.
Será, assim, uma das semanas mais atípicas da temporada, com o plantel leonino a sofrer uma autêntica razia: 16 jogadores chamados às respetivas seleções, a que se somam cinco ausências por lesão. Contas feitas, no regresso aos treinos, o técnico verde e branco terá à disposição um grupo extremamente reduzido composto por Diego Callai, Eduardo Quaresma, Mangas, Morita, Daniel Bragança, Geny Catamo e Faye — um cenário que obrigará, inevitavelmente, ao recurso à equipa B e aos escalões de formação para completar as sessões de trabalho.
A lista de internacionais é extensa e atravessa vários continentes. A seleção principal de Portugal leva quatro leões: Rui Silva, Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves e Trincão. Nos sub-21, João Simões também foi chamado, enquanto os sub-20 contam com Rafael Nel, Mauro Couto e Francisco Silva. Já nos sub-19, Flávio Gonçalves integra as escolhas nacionais.
Além-fronteiras, o Sporting vê ainda partir Luis Suárez (Colômbia), Vagiannidis (Grécia), Debast (Bélgica), Diomande (Costa do Marfim), Maxi Araújo (Uruguai) e Hjulmand (Dinamarca), confirmando a forte representatividade internacional do plantel leonino.
A este cenário junta-se o boletim clínico, que continua a dar dores de cabeça à equipa técnica. Nuno Santos, Kochorashvili, Ioannidis, Luís Guilherme e Quenda permanecem entregues ao departamento médico, reduzindo ainda mais as opções disponíveis.
Esta conjugação de fatores cria um contexto raro e desafiante para o Sporting, que vê interrompida a dinâmica competitiva num momento crucial da época. Ainda assim, abre-se uma janela de oportunidade para jogadores menos utilizados ganharem minutos e mostrarem serviço, num período em que o foco estará, inevitavelmente, na gestão física e na manutenção dos níveis competitivos.
Com o regresso dos internacionais previsto de forma faseada, Rui Borges terá de gerir o reinício dos trabalhos com cautela, antecipando um calendário exigente no regresso das competições.
Os 16 internacionais
Portugal
Rui Silva, Gonçalo Inácio, Pedro Gonçalves e Trincão
Portugal (sub-21)
João Simões
Portugal (sub-20)
Rafael Nel, Mauro Couto e Francisco Silva
Portugal (sub-19)
Flávio Gonçalves
Espanha (sub-21)
Iván Fresneda
Colômbia
Luis Suárez
Grécia
Vagiannidis
Bélgica
Debast
Costa do Marfim
Diomande
Uruguai
Maxi Araújo
Dinamarca
Hjulmand