'Lei do ex' na Champions: Havertz gela Leverkusen e salva Arsenal ao cair do pano
No jogo que abriu o segundo dia de oitavos de final da UEFA Champions League, Bayer Leverkusen e Arsenal empataram a uma bola, num encontro em que a lei do ex voltou a fazer-se sentir.
Nas últimas semanas, várias figuras do futebol internacional — com Arne Slot e Ruud Gullit à cabeça — vieram a público criticar a qualidade de jogo do Arsenal, classificando a estratégia dos gunners como aborrecida, ou recorrendo a termos mais diplomáticos para dizer o mesmo. Ora, o primeiro tempo na BayerArena pouco fez para contrariar essas críticas... antes pelo contrário.
Foi uma parte sem história. Intensa? Sim. Com duelos? Muitos. Com jogadas ofensivas? Existiram. Mas faltou o mais importante - os golos - e mesmo as ocasiões flagrantes (praticamente) não existiram. Dos primeiros 45 minutos ficou uma bola ao travessão, de Gabriel Martinelli, aos 20', e pouco mais. Um momento de emoção numa parte insonsa. Arsenal pressionou alto, mas faltou ligação. Bayer procurou ataques rápidos - e até teve mais remates -, mas falhou sempre nos momentos de decisão no último terço. Só as defesas de ambas as equipas foram meritórias de elogios.
O que a primeira parte teve de menos – ou não teve –, o início do segundo tempo teve a mais. Que entrada dos alemães. Depois de Terrier assustar Raya, com um cabeceamento que obrigou o espanhol a esticar-se, o Leverkusen acabou mesmo por faturar. Canto de Grimaldo, com Andrich a aparecer sozinho ao segundo poste para cabecear para o primeiro (46’). O Arsenal, tantas vezes letal nos cantos, acabou desta vez por sofrer… precisamente de canto — a ironia do futebol.
Esperava-se uma reação do Arsenal e ela até chegou. A verdade é que os londrinos subiram no terreno e pressionaram em busca do empate. A desinspiração ofensiva, contudo, era inacreditável. Gyokeres quase não tocou na bola, o capitão Saka passou ao lado do jogo, Eze esteve desaparecido e nem Martinelli – que teve aquela bola à barra – esteve bem. Do outro lado, o Bayer esteve seguro, confiante e compacto a defender, sem dar grandes chances aos visitantes, e nunca abdicando de procurar os contra-ataques.
Era preciso mexer e Arteta assim o fez. Lançou Madueke e Havertz e o resultado foi o melhor para os gunners. O extremo agitou o ataque e, num lance de inspiração, ultrapassou dois jogadores, acabando por ser derrubado por Tillman, na grande área. Na conversão do penálti, o alemão não tremeu, marcou à equipa que o formou e fez o empate (89’), que se manteve até ao apito final.
Depois de uma fase de liga só com vitórias, o Arsenal é travado pela primeira vez nesta edição da Champions League e a eliminatória será decidida no Emirates, na próxima semana.
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