Laporte «arrependido» de ter rumado ao Al Nassr
Athletic Bilbao, Manchester City, Al Nassr e... Athletic Bilbao. Foi este o percurso de carreira de Aymeric Laporte, que concedeu uma entrevista ao Diario As a revelar os motivos para ter deixado a Arábia Saudita no verão passado de forma a voltar a jogar pelo seu clube de formação no País Basco.
O central espanhol, nascido em França, afirmou que tinha feito uma promessa ao pai, que morreu em 2025, de que, um dia, voltaria a jogar pelos bascos e garantiu que o aspeto financeiro não era o mais importante para si e para a sua família, daí ter deixado a Arábia Saudita após dois anos e ter recusado outras ofertas aliciantes.
Aliás, Laporte admitiu mesmo que está arrependido de ter rumado à atual equipa de Jorge Jesus, Cristiano Ronaldo e João Félix. «Arrependi-me no sentido de que estava no melhor clube do mundo, o Manchester City. É algo único a forma como cuidam dos jogadores lá, só nos apercebemos disso quando saímos», contou o campeão europeu em 2024 pela Espanha.
«Quando se chega, é impressionante e, depois, quando se habitua, vê-se isso como algo quotidiano, algo normal. Quando se vai embora e já não se vive aquela rotina tão especial que eles têm lá, percebe-se a sorte que se tem de estar num grande clube como o City e, digo-lhe, para mim foi uma experiência inesquecível, estou profundamente grato ao clube. Não posso dizer nada de mal porque foi o melhor que havia», contou.
Outro motivo foi um conversa com o selecionador Luis de la Fuente, que o aconselhou a regressar à Europa para estar no melhor nível para ser convocado para o Mundial 2026. «Hoje em dia há muita concorrência. É algo lógico, normal, os jogadores vão aparecendo, jovens que estão em grandes equipas a competir na competição de topo que é a Champions, na Premier League, na LaLiga... a lutar por títulos», começou por explicar.
«Vão aparecendo, é concorrência, amigos competentes e, por isso, talvez possam surgir essas dúvidas, esse leque de futebolistas com muito potencial, elegíveis para a seleção. Por isso, recomendou-me a possibilidade de regressar à Europa para continuar na dinâmica das grandes competições e poder continuar a integrar a seleção», referiu.