Técnico leonino aponta baterias para as duas provas nacionais que ainda estão em aberto - Foto: Paulo Novais/LUSA
Técnico leonino aponta baterias para as duas provas nacionais que ainda estão em aberto - Foto: Paulo Novais/LUSA

Lamento pela derrota, tristeza pelas lesões e luta prometida para Liga e Taça de Portugal: tudo o que disse Rui Borges

Líder do balneário verde e branco reforça a ambição de conquistar os títulos nacionais ainda em disputa. Assume que final da Taça da Liga era um objetivo. Aceita possível desconfiança

— Parece que tudo acontece a esta equipa e isso mexe com os jogadores...

— É difícil, é algo que até parece de estudo. Pela primeira vez eu sinto mais isso e acredito que a equipa em algum momento também o sinta. Por mais que sejamos positivos e otimistas, custa ver tanta gente de fora e com lesões que não controlamos. Mas jamais servirá de desculpa, volto a dizer. Podíamos ter feito o 2-0, não fizemos e o adversário nos minutos de desconto acreditou e foi feliz.

— Em poucos dias o Sporting fica a sete pontos do FC Porto e é eliminado da Taça da Liga. De que forma é que estes resultados podem beliscar a confiança da equipa? E colocam pressão extra no Rui Borges e nos jogadores?

— A pressão no Sporting é diária. Não tem que ver com os resultados, tem que ver com a pressão de sermos melhores e ganharmos, é isso que queremos. Falta uma segunda volta inteira e vamos tentar fazer uma segunda volta melhor do que a primeira porque só assim é que poderemos estar dentro dos objetivos.

— Na época passada, mais ou menos por esta altura, o Sporting também teve muitas lesões. Algumas são traumáticas, mas outras são musculares. Há algo que deva ser questionado internamente?

— Não é a quantidade de lesões musculares que nos está a colocar jogadores de fora. São coisas que nós não controlamos. Por mais que seja otimista, e mesmo não me agarrando a isso, a minha maior tristeza é sair daqui com menos dois jogadores para o próximo jogo.

— O Sporting tem urgência em ir ao mercado ou a formação é suficiente para manter o clube na discussão dos outros títulos?

— Sabemos que o Sporting também vive da formação. E se tivermos de nos agarrar a eles [jovens da Academia], vamos fazê-lo tal como na época passada. E também não podemos ir ao mercado por mais lesões que tenhamos, caso contrário daqui a dois meses temos 40 jogadores para treinar.

— Entende se houver desconfiança dos adeptos?

— Vamos tentar lutar por tudo, campeonato e Taça de Portugal. Ainda falta muito jogo e há muito ponto para ser disputado. Quem vai em primeiro está a fazer um campeonato fora do normal. Estamos focados e concentrados no que queremos. Desconfiança? É natural que ninguém esteja contente porque este clube quer estar sempre a disputar os títulos.

— Tem sentido falta de atitude nos últimos jogos?

— Não. A equipa teve uma boa atitude. Podíamos ter feito o 2-0 e não fizemos, tal como contra o Gil Vicente, e saímos penalizados. Temos de perceber de que forma podemos controlar melhores os jogos na parte final, mesmo com este acumular de cansaço normal.