Musiala e Lamine Yamal durante um duelo entre Alemanha e Espanha
Musiala e Lamine Yamal durante um duelo entre Alemanha e Espanha

Klinsmann critica Itália: «Lamine Yamal e Musiala jogariam na Serie B»

Itália perdeu com a Bósnia nos penáltis e irá falhar o Mundial pela terceira vez seguida

A crise que assola o futebol italiano, marcada pela terceira ausência consecutiva de um Campeonato do Mundo, foi duramente analisada por Jurgen Klinsmann. O antigo internacional alemão, que jogou no Inter e na Sampdoria, aponta a falta de liderança e de aposta nos jovens como as principais causas para a queda de um gigante do futebol mundial.

A derrota nos penáltis frente à Bósnia confirmou que a Itália falhará mais uma vez a presença na maior competição de seleções, um facto que chocou a comunidade futebolística e diminuiu a credibilidade da seleção transalpina. Klinsmann, que mantém uma forte ligação a Itália, onde o seu filho joga no Cesena, não escondeu a sua desilusão.

Jurgen Klinsmann (IMAGO/Ulmer/Teamfoto)

«Sofri imenso com os meus amigos italianos de Los Angeles», confessou o campeão do mundo de 1990 em declarações à Rai Sport, admitindo que «na noite seguinte» custou-lhe a «adormecer».

O antigo selecionador da Alemanha foi direto ao problema: «A Itália paga pela falta de líderes, de jogadores que driblem e de confiança nos jovens.» Para ilustrar a sua crítica à mentalidade do futebol italiano, Klinsmann fez uma comparação contundente.

«Em Itália, Yamal e Musiala provavelmente jogariam na Serie B para ganhar experiência», afirmou, acrescentando que a cultura tática também é um entrave. «Muitos treinadores, ainda hoje, trabalham com o objetivo de não perder em vez de quererem ganhar a todo o custo. E os resultados são estes», concluiu.