«Se o Brasil pode ter Ancelotti porque é que Itália não pode ter um Mourinho?»
A derrota desapontante de Itália aos pés da Bósnia após penáltis na final do play-off europeu de qualificação para o Campeonato do Mundo abalou o futebol transapino. Entre justificações do terceiro fracasso consecutivo em apuramentos para o Mundial e demissões na cúpula diretiva, não faltam críticas ao projeto.
O presidente do senado italiano, Ignazio La Russa, não poupou críticas aos «muitos erros» cometidos pela Federação Italiana de Futebol (FIGC). «Como é que é possível não nos qualificarmos para o Mundial a jogar contra a Bósnia, país com três milhões de pessoas, após sofrermos com a Irlanda do Norte. Mesmo com uma equipa normal devíamos ter-nos qualificado. É incrível», lamentou em declarações ao Corriere della Sera.
O político defendeu que seria «injusto» se pedisse a demissão de Rino Gattuso, mas abriu a porta a um novo técnico com um perfil semelhante ao selecionador do Brasil... ou ao treinador do Benfica. «Porque é que o Brasil pode ter um grande selecionador estrangeiro como o Ancelotti e nós não podemos ter um Mourinho?», questionou.
José Mourinho venceu cinco títulos internos e uma UEFA Champions League ao serviço do Inter, entre 2008 e 2010, e conquistou a UEFA Conference League em dois anos e meio na Roma, entre 2021 e 2024.
La Russa sugeriu também novas regras que ditassem a presença de «no mínimo quatro italianos no relvado durante 90 minutos». «Uma equipa pode contratar os estrangeiros que quiser, mas tem de ter quatro italianos a jogar, especialmente porque nem todos os estrangeiros são bons», frisou, apresentando uma solução para promover o jogador italiano.