Jorge Fernandes confirmou que recebeu a visita da Polícia Judiciária de manhã cedo.  Foto FPJ
Jorge Fernandes está de regresso à arbitragem nacional Foto FPJ

Jorge Fernandes vence eleição para a associação de arbitragem

Destituído de presidente da federação em 2022, o antigo dirigente, que está à frente da associação de Coimbra, arrasou na votação contra o anterior detentor do cargo, que fez queixa dias antes ao IPDJ, mas que acabou por não poder concorrer por a sua lista não ter todos os requisitos, incluindo o pagamento de quotas de 2026. Situação que se alarga à maioria dos juízes nacionais

Jorge Fernandes, antigo presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ), foi eleito para a liderança da Associação de Árbitros de Judo de Portugal (AAJP) num ato eleitoral realizado em Coimbra e marcado por forte controvérsia.

O também presidente da Associação de Judo de Coimbra, que fora afastado da direção da FPJ em dezembro de 2022 devido a alegadas irregularidades de gestão, foi o único candidato a sufrágio. A sua eleição foi confirmada com 19 votos a favor e um voto em branco, num universo de apenas 34 votantes habilitados, de um total de 270 árbitros inscritos nos cadernos eleitorais.

A polémica adensou-se com a rejeição da lista concorrente, liderada pelo presidente cessante, Francisco Gaitinha. Segundo Joaquim Pereira, presidente da Mesa da Assembleia Geral (MAG), a candidatura de Gaitinha não cumpria três requisitos do regulamento eleitoral: falta de declarações de aceitação dos membros, quotas em atraso e a ausência da subscrição por cinco árbitros externos à direção proposta.

Em declarações à agência Lusa, Francisco Gaitinha acusou o presidente da MAG de ter condicionado o processo ao marcar as eleições para Coimbra. Segundo o ex-líder dos árbitros, a decisão contrariou o que estava estabelecido, que previa a realização do ato eleitoral durante uma competição nacional ou reunião de árbitros para garantir maior participação.

«Foi mesmo feito para o candidato da outra lista [Jorge Fernandes] ganhar as eleições dos árbitros», lamentou Gaitinha, sublinhando que a localização impediu a deslocação de muitos árbitros, nomeadamente das ilhas e de outras zonas do continente.

O processo eleitoral já tinha sido alvo de uma denúncia junto do Instituto Português da Juventude e Desporto (IPDJ) na passada quinta-feira. Mário Coelho, ex-presidente do judo da Ilha Terceira, acusou o presidente da MAG de ter apresentado um regulamento não aprovado, de ter escolhido um local que dificultava a participação e de não ter respeitado os prazos regulamentares.

A tomada de posse de Jorge Fernandes como novo presidente da AAJP está agendada para o próximo dia 13 de junho.

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