Jorge, estás (mesmo) na história e a história não se apagou
O que estava combinado não era isto, Jorge. Era, como me dizia o teu David à porta do jazigo onde agora descansas para a eternidade, voltarmos a gravar outra entrevista. Outra conversa tão genuína como aquela que tivemos depois do outro enfarte. Tudo o que me disseste há três anos ganha agora uma dimensão tremenda...
Estão todos orgulhosos de ti, Jorge.
Do portista independente que foste, até ao fim.
Do capitão mais titulado da história do FC Porto, uma história que não se apaga.
Do teu sangue azul.
O teu filho mais velho diz-me que foste tudo o que de bom pode existir. Bom filho, bom pai, bom jogador, bom treinador, bom amigo... bom... bom....
Juntaste tantos no adeus. Até eu que andava a adiar o nosso almoço na tua Invicta, me meti a caminho ,madrugada dentro para me juntar aos teus neste momento de dor.
Deixa-me que lhes agradeça o carinho com que me receberam no meio desta dor sem fim. Obrigada!
Juntaste tantos dos que gostavam de ti, que mesmo sem se falarem partilharam a dor.
Deixaste a tua marca por cá. Foste «alguém» como querias e o sofrimento partilhado no teu funeral foi demonstrativo da tua enorme dimensão humana.
Dizem-me que não sofreste no momento de partires. Tinhas medo de não estar cá, mas consola-nos sabermos que não te apercebeste do que aconteceu.
Estavas feliz no teu FC Porto e assim foste para outra dimensão. Eles vão agarrar-se a isso, dizem orgulhosos, e vencerão por ti.
Querem manter-te vivo na memória de todos os que tiveram o privilégio de contigo se cruzar e privar nesta vida terrena.
Obrigada pela consideração, respeito e amizade. É recíproco e tu, e os teus, sabiam disso...
David, Guilherme, Salvador, Estela e restante família Costa, o vosso Jorge fica na história!