João Neves marcou de cabeça na goleada do PSG ao Villarreal na Champions
João Neves marcou de cabeça na goleada do PSG ao Villarreal na Champions - Foto: IMAGO

João Neves: «Não tenho o objetivo de ir para Espanha ou Inglaterra»

Internacional português está feliz em Paris e vê-se a jogar no PSG durante toda a carreira. Explicou mau início de época e deu detalhes sobre a sua vida pessoal

A cumprir a terceira temporada em Paris e com o estatuto de bicampeão europeu, além de francês, João Neves não se vê noutro lado do que no PSG. Questionado sobre o seu futuro, o internacional português desvalorizou a necessidade de jogar numa liga superior como a Premier League ou a LaLiga.

«Não tenho o objetivo de ir para Espanha ou para Inglaterra. Não tenho esse tipo de objetivo. Trata-se de me sentir bem com a minha vida. Sei que, ao vencer aqui, não posso dizer que o João vai sair. Não, quero ficar aqui durante toda a carreira. É um clube especial», disse, em entrevista ao Canal Plus, abordando a sua evolução como jogador e elogiando o treinador espanhol.

«Mesmo antes de chegar aqui, já era um jogador importante para a equipa. Nunca fui um jogador diferente em termos de golos ou de passes. Não me interessa se sou eu ou foste tu que fizeste dois golos. O que importa é a vitória, a vitória no final. O Luis Enrique também tem essa mentalidade, quer que eu marque dez golos, dê dez assistências. Nunca se contentou com o que tínhamos, queria sempre mais, mais, mais. Muito forte mentalmente», explicou.

Sobre o seu jogo de cabeça, apesar de ter 1,74 metros, o ex-Benfica deu um motivo para ser um dos seus fortes. «Digo sempre que é a praia, no sul de Portugal. Joguei futebol-voleibol com o meu pai, por isso comecei aos 9 anos e o meu pai tinha 39. Acho que foi aí que adquiri a sensibilidade para jogar com a cabeça. E, mesmo assim, acho que, mesmo com a cabeça, sou mais preciso do que com o pé», atirou, surpreendendo a jornalista. «A minha garra? Acho que, durante o jogo, é esse o verdadeiro João. A garra? Não sei dizer-te, mas acho que está no meu ADN», acrescentou.

Questionado sobre o início de época, em que não foi titular indiscutível como no passado, João Neves justificou como ultrapassou esse momento. «Posso ficar um pouco triste, mas não é por causa de toda a gente, é por minha causa. Eu não estava a jogar, mas depois refleti um pouco. Quando jogo, há alguém que tem de ficar no banco. É preciso respeitar, porque ele respeita toda a gente», apontou, desvalorizando egos na equipa.

«Há sempre egos, mas não vejo nenhum ego negativo. É sempre bom para a autoestima. Todos podem correr por todos, porque se não correres, não jogas. Ficas à mercê do vento. É melhor correres do que todos os outros ficarem parados», afirmou.

Por fim, sobre a vida pessoal, o médio luso destacou os valores que a família lhe incutiu. «A minha mãe era professora na minha escola, por isso não podia fazer asneiras porque, depois, a minha mãe era a primeira a saber. E o meu pai é polícia, por isso, se eu fizesse asneiras na rua, estava perdido. Mas tenho a sorte de ter isso e espero, num futuro próximo, dar esse exemplo aos meus filhos e a toda a gente que passar por mim. Agora sou assim, com 22 anos, mas vou tentar ser assim durante toda a minha carreira», disse, mencionando o que gosta de fazer.

«Vou ser totalmente honesto, gosto de ficar em casa. A minha namorada [Madalena Aragão] diz-me: 'Anda, vamos lá, vamos aproveitar.' Há sítios onde gosto de ir, mesmo para jantar, para dar um passeio, mas não faço coisas para... Tenho a sensação de que estou sempre tranquilo», concluiu.

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