João Gião, treinador do Nacional. -Foto: NACIONAL
João Gião, treinador do Nacional. -Foto: NACIONAL

João Gião quer o Nacional a crescer e desconfia dos resultados do Vitória

Treinador dos madeirenses fez a antevisão ao encontro de domingo, em Guimarães

João Gião, treinador do Nacional, projetou o desafio com o Vitória de Guimarães, que se realiza no domingo (15h30) na cidade minhota. O técnico espera ver a sua equipa a «crescer» em termos de «performance» e antevê dificuldades acrescidas colocadas pelo ambiente único do Afonso Henriques, que, por norma, torna ainda mais «difícil» a missão dos adversários dos vimaranenses.

«Um Nacional a crescer, é assim que eu espero. Não diria nos resultados, porque têm sido positivos, mas na performance. Um Nacional com mais capacidade para ter a bola, temos de crescer nesse momento, no número de oportunidades que cria em ataque posicional, porque nos outros momentos do jogo, em bolas paradas e em transições, temos criado algumas. E, sobretudo, um Nacional competitivo, competente nos vários momentos do jogo para fazer um bom resultado num estádio que sabemos que é difícil, contra uma grande equipa», referiu, sobre o embate.

Para João Gião, as duas derrotas do Vitória de Guimarães neste arranque de campeonato, são enganadoras. «São dois resultados que poderiam perfeitamente ter tido diferentes. Na 1.ª jornada com o Arouca, em que teve um caudal ofensivo muito, muito alto, e criou inúmeras oportunidades, mas não foi eficaz. E o Arouca acabou por, nas poucas ocasiões que teve, marcar, e depois segurou o resultado. E depois em Alvalade, fizeram uma boa 2.ª parte, com dois golos e discutiram o resultado até ao fim, em casa do Sporting. Portanto, o que esperamos é um Vitória forte, uma equipa muito agressiva em casa e com vertigem, que se acerca com muita facilidade da área adversária, com muito cruzamento, muita segunda bola, apoiados pelo seu público, num estádio que sabemos que é particular. Portanto, esperamos um Vitória dentro daquilo que tem sido nas últimas épocas», afirmou, sobre a equipa orientada por Tiago Margarido, a quem sucedeu no comando técnico dos madeirenses.

Além do valor do adversário, João Gião aponta ainda o ambiente dos jogos no Estádio Afonso Henriques, como fator de dificuldade: «É um estádio que empurra a equipa para a frente, que passa uma energia extra para os seus jogadores, na disputa da segunda bola, do duelo, o não desligar do jogo. Portanto, são detalhes em que o público, como é lógico, emocionalmente presta um papel determinante, e nós vamos ter que saber lidar com isso, controlar bem as emoções. Muitos de alguns jogadores nossos estão a se estrear na nossa liga e têm de perceber rápido o que é jogar nestes palcos e será, sem dúvida, também um bom momento de crescimento para alguns deles. Mas, sobretudo, teremos de estar preparados para esse aspeto, que sem dúvida nenhuma não podemos negligenciar. É um estádio que vai estar, provavelmente, cheio ou muito perto disso, muito fervoroso a empurrar a sua equipa, um ambiente que será adverso para nós, mas teremos que estar preparados e saber lidar com isso.»

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