Ivan Zlobin reage a saída de Gustavo Sá: «Um menino com decisões de senhor»
COMO — Foi pela voz de um dos jogadores com maior estatuto no clube que surgiram, esta quarta-feira, mais palavras de esperança para o futuro do Famalicão. Ivan Zlobin, que vai entrar na sétima época ao serviço dos minhotos, acompanhou o crescimento sustentado do Vila Nova nos últimos anos e além de sentir-se orgulhoso por fazer parte desta caminhada não esconde que também já é um... minhoto.
«Quando eu cheguei, o clube já tinha essas ideias de crescer e isso sempre se notou desde o primeiro dia que estou aqui. E é óbvio que o clube, não só o clube, a cidade virou-se para mim muito especial, muito especial mesmo. Posso dizer que é uma casa e sinto-me muito feliz que esta casa esteja a crescer, não só a cada ano, é a cada dia», assinalou o guarda-redes russo.
Os azuis e brancos estão por estes dias, em solo transalpino, a participar na Como Cup, e Zlobin ficou satisfeito com a prestação da equipa diante de Crystal Palace e Lens, anteontem: «Sentimo-nos muito bem aqui em Itália. O mais importante para nós é o torneio e os jogos. Os jogos que nós fizemos foram de bom nível. Batemo-nos olho no olho com boas equipas. Mas, acima de tudo, sempre com os pés no chão e com muita organização.»
O camisola 1 dos famalicenses olha para a frente com otimismo, mas diz que o principal é ter o foco sempre alinhado com o presente: «O mais importante para nós é o próximo jogo. Por exemplo, na sexta-feira já temos jogo aqui neste torneio e na semana seguinte vamos começar o campeonato em Portugal. O nosso foco principal é o próximo jogo, para fazer o melhor possível no dia a seguir.»
E tal como Zlobin, também Gustavo Sá era... prata da casa. O internacional sub-21 português rumou ao Nottingham Forest e o salto não surpreendeu o guardião do Vila Nova.
«O Gustavo Sá era um dos capitães da nossa equipa e eu pessoalmente reagi com uma felicidade, estou muito feliz por ele. Já o conheci há alguns anos e realmente gosto dele, gosto da mentalidade dele. Muita gente diz que é um menino, mas eu sempre olhei para ele como uma pessoa com decisões de um senhor. Acredito que pode ter sucesso em qualquer lado e desejo-lhe a maior sorte do mundo dentro e fora de campo», diz.
Ivan Zlobin é o capitão de equipa, mas Carvalhal prefere um jogador de campo a envergar a braçadeira. E o guarda-redes aceita absolutamente a decisão: «Claro que compreendo. É o treinador que manda e eu só tenho de respeitar sempre a decisão. E espero que todos os jogadores possam sempre respeitar a decisão do mister, porque isto é o que é o mais importante para o espírito da equipa.»
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