Jannik Sinner não conseguiu garantir a terceira final consecutiva no Open da Austrália            Fotografia Imago
Jannik Sinner não conseguiu garantir a terceira final consecutiva no Open da Austrália Fotografia Imago

«Isto dói muito!» Sinner não esconde desilusão, mas elogia Djokovic: «Ninguém o alcançará por muitos anos»

O tenista italiano Jannik Sinner partilhou as suas impressões após a derrota para Novak Djokovic, nas meias-finais do Open da Austrália, que o trava na ambição da conquista do terceiro título consecutivo em Melbourne

Após mais de quatro horas de batalha, Novak Djokovic derrubou o detentor do troféu e garantiu a oportunidade de lutar pelo seu 11.º título em Melbourne, o 25.º Grand Slam da carreira, no domingo. O adversário do melhor tenista de todos os tempos será Carlos Alcaraz, que, após intensas, e até controversas 5.26h de jogo, superou o finalista do ano passado, Alexander Zverev.

Apesar de muitos o terem desvalorizado e subestimado antes desta meia-final, Djokovic demonstrou que, mesmo à beira dos 39 anos, consegue competir com os jovens leões e bateu o italiano, 14 anos mais novo, que não escondeu a sua desilusão com a derrota por 3-2 (3-6, 6-3, 4-6, 6-4 e 6-4).

«Isto dói muito. Este foi um Grand Slam muito importante para mim, porque sabem tudo o que me aconteceu. Foi um excelente jogo para ambos, tivemos as nossas oportunidades, mas não as aproveitei e aconteceu o que aconteceu. Isto dói muito», afirmou o transalpino.

Sinner teve 18 oportunidades de quebra de serviço durante a semi-final, das quais Novak salvou 16, o que acabou por ser decisivo a favor do brilhante sérvio. Questionado se conseguia identificar o momento em que sentiu que estava a perder o controlo do jogo, Jannik Sinner mencionou precisamente esse facto.

«Não foi apenas um momento. Tive as minhas oportunidades, mas o quinto set foi crucial. Muitas quebras de serviço que não aproveitei e ele encontrava jogadas brilhantes. Nem tudo me correu bem hoje, mas é assim o ténis. Sinto que o primeiro set foi excelente para ambos, um pouco uma montanha-russa, e depois acontece o que acontece».

Ficou surpreendido com Novak Djokovic e o seu jogo?

«Sabem, ele ganhou 24 Grand Slams. Conhecemo-nos muito bem e não diria que estou surpreendido, porque acredito que é o maior tenista e que ninguém o alcançará por muitos e muitos anos. Claro, joga menos torneios devido à idade e os Grand Slams são importantes para ele, assim como para o Carlos e para mim e para todos os outros. Está motivado e apresentou um ténis brilhante. Espero aprender alguma lição para melhorar».

O que foi diferente em relação aos jogos anteriores, nos quais Sinner tinha cinco vitórias consecutivas sobre Novak?
«Cada duelo é diferente. Não se podem comparar assim, porque Roland Garros e Wimbledon seriam diferentes».

Teve oito oportunidades de quebra de serviço no quinto set, mas Novak demonstrou mais uma vez porque é o maior, tirando o melhor de si nos momentos críticos.
«Não quero dizer oito oportunidades de quebra de serviço, mas, sim, muitas vezes ele servia muito bem e tirava-me a oportunidade. Tivemos excelentes trocas longas, cometi erros ali e depois aconteceu tudo o que viram. É assim que o ténis funciona. Quanto à saúde, está tudo bem e sinto-me bem».

A final do Open da Austrália entre Novak Djokovic e Carlos Alcaraz está agendada para domingo, às 9h30.