Gianni Infantino, presidente da FIFA (IMAGO)
Gianni Infantino, presidente da FIFA (IMAGO)

Irão faz exigências à FIFA: reunião vai decidir participação no Mundial 2026

Conflito com os Estados Unidos continua a colocar em perigo a ida da seleção à prova

A Federação Iraniana de Futebol (FFI) exige garantias por parte da FIFA para a participação da seleção do Irão no Mundial 2026, a realizar-se nos Estados Unidos, Canadá e México. O presidente da FFI, Mehdi Taj, manifestou a necessidade de assegurar que não ocorrerão insultos contra as instituições oficiais e militares do país.

«Precisamos de receber as garantias necessárias da FIFA para participar nesta competição, para que incidentes semelhantes a situações passadas não se repitam», afirmou Mehdi Taj na terça-feira à noite, em declarações citadas pela agência iraniana IRNA. O dirigente sublinhou que a presença no torneio está dependente de uma reunião com o presidente da FIFA, Gianni Infantino, a ter lugar em Zurique nas próximas semanas.

Taj exige «respeito absoluto» por parte dos países anfitriões, fazendo uma aparente alusão à Guarda Revolucionária, que os Estados Unidos consideram uma organização terrorista. «Não teremos problemas em participar, desde que não haja insultos, especialmente dirigidos às instituições oficiais e militares do país», declarou, avisando que, caso tal aconteça, «será dada uma resposta proporcional» e que «existe a possibilidade de a equipa regressar ao país».

O líder federativo recordou um recente episódio ocorrido no Canadá, no mês passado, durante o 76.º Congresso da FIFA. Taj alega ter regressado ao Irão após ser insultado num escritório de imigração em Toronto. Contudo, a imprensa canadiana noticiou que o dirigente, antigo membro da Guarda Revolucionária, foi deportado devido à sua antiga ligação à força militar, classificada como organização terrorista pelo Canadá desde 2014.

Apesar da tensão, a FIFA mantém a participação do Irão como confirmada, ressalvando que o acesso das delegações está sujeito às políticas de imigração dos países organizadores. A situação é agravada pelo conflito bélico entre o Irão e os Estados Unidos, atualmente suspenso por um cessar-fogo.

Recentemente, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, indicou que a entrada dos jogadores iranianos não seria um problema, mas que a equipa técnica da federação, por alegadas ligações à Guarda Revolucionária, não teria permissão para entrar nos EUA.

Desportivamente, o Irão garantiu a sua qualificação ao vencer o Grupo A da terceira ronda de apuramento da Confederação Asiática de Futebol (AFC). A seleção iraniana está inserida no Grupo G do Mundial, juntamente com a Nova Zelândia, a Bélgica e o Egito, com os seus jogos da fase de grupos agendados para Santa Clara, na Califórnia, e Seattle.

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