Jogadores do Irão durante o hino nacional contra a Nigéria
Jogadores do Irão durante o hino nacional contra a Nigéria - Foto: IMAGO

EUA negam troca Itália-Irão do Mundial: «Problema está nos terroristas que se fazem passar por jornalistas e preparadores físicos»

Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, diz que o problema não está nos jogadores, mas sim na comitiva

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garantiu na quinta-feira que os Estados Unidos, um dos países anfitriões do Mundial 2026, não estão a tentar impedir a participação do Irão na competição. A declaração surge em resposta a especulações sobre uma possível substituição da seleção iraniana pela Itália.

A polémica teve origem na sugestão de um conselheiro de Donald Trump - enviado especial dos EUA para parcerias globais, Paolo Zampolli, - que, segundo o Financial Times, propôs a Trump e ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, a substituição do Irão pela Itália. Esta última falhou a qualificação para o seu terceiro Mundial consecutivo ao ser eliminada pela Bósnia e Herzegovina no play-off europeu.

Atletas não são o problema

Marco Rubio desvalorizou a ideia, classificando-a como mera especulação. «Não sei de onde surgiu isto. É especulação que o Irão possa decidir não vir e que a Itália o substituiria», afirmou o chefe da diplomacia norte-americana aos jornalistas.

O secretário de Estado esclareceu que a preocupação dos EUA não reside nos atletas, mas sim em outros elementos da comitiva iraniana. «O problema com o Irão não seriam os seus atletas. Seriam algumas das outras pessoas que eles querem trazer, algumas das quais têm ligações à Guarda Revolucionária Islâmica», frisou Rubio, acrescentando:

«O que não podem fazer é trazer um bando de terroristas da Guarda Revolucionária Islâmica para o nosso país, fazendo-se passar por jornalistas e preparadores físicos».

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, assegurou em março, durante uma visita à seleção iraniana na Turquia, que todos os jogos decorrerão como planeado, depois de se ter levantado a hipótese de o Irão jogar no México. De acordo com o calendário, o Irão tem agendados jogos contra a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles, a 15 e 21 de junho, respetivamente, e contra o Egito em Seattle, a 26 de junho.

Os regulamentos da FIFA estipulam que, em caso de desistência ou exclusão de uma seleção, o organismo «decidirá a seu inteiro critério sobre o assunto», podendo nomear um substituto, mesmo que de outra confederação.

Apesar da controvérsia, a substituição do Irão não consta da ordem de trabalhos do 76.º congresso ordinário da FIFA, que se realiza dentro de uma semana em Vancouver, no Canadá.

O Mundial 2026, organizado por Estados Unidos, México e Canadá, decorre de 11 de junho a 18 de julho.