Liam Rosenior, antigo treinador do  Estrasburgo e sucessor de Maresca no Chelsea
Liam Rosenior, antigo treinador do Estrasburgo e sucessor de Maresca no Chelsea - Foto: IMAGO

Inovador, conciliador e pôs um ex-Benfica a 'voar': eis Liam Rosenior, o novo treinador do Chelsea

Jovem técnico de 41 anos, antigo jogador da Premier League e ex-adjunto de Rooney, começou no Hull City, revolucionou o Estrasburgo e sucede agora a Maresca, de quem tem um perfil completamente diferente, nos 'blues'

Liam James Rosenior é o novo treinador do Chelsea. De forma surpreendente, menos de um mês depois de ter sido eleito o melhor treinador de novembro da Premier League, Enzo Maresca foi despedido do comando técnico dos blues, logo no primeiro dia de 2026, e foram muitos os nomes apontados ao cargo, mas o seu sucessor acabou por ser escolhido entre portas.

O jovem treinador de 41 anos assumiu o Estrasburgo (clube que também pertence aos donos dos ingleses) no verão de 2024 e na sua época de estreia levou-o de regresso às competições europeias (7.º lugar na Ligue 1), mais concretamente à UEFA Conference League, na qual terminou a fase de liga no topo, de forma invicta (5 vitórias e 1 empate).

Ao todo, neste ano e meio, somou 32 vitórias, 14 empates e 17 derrotas em 63 jogos, deixando o clube esta época novamente no sétimo lugar do campeonato francês, na luta pelas competições europeias. No entanto, foi a sua rápida adaptação e o seu estilo de jogo inovador que o levaram a subir de patamar tão cedo na carreira.

Muitos consideram-no inexperiente na Premier League, o que como treinador é verdade, mas como futebolista soma quase 400 jogos no principal escalão do futebol inglês, ao serviço do Fulham, Reading, Hull City e Brighton, este último no qual terminou a carreira e integrou imediatamente a equipa dos sub-23 como adjunto.

Ainda passou alguns anos no Derby como adjunto de Wayne Rooney antes de assumir o comando técnico do clube brevemente de forma interina. Passados 12 jogos, foi rendido, não por fazer um mau trabalho, e nem dois meses depois regressou ao Hull City como treinador. Lá somou 78 jogos ao longo de um ano e meio, foi despedido no final da época e rumou nesse mesmo verão ao Estrasburgo.

Em França usou desde o início um sistema de três defesas (3x4x2x1) e construiu uma grande equipa com jogadores tão jovens, alguns cedidos até pelo Chelsea. Rafael Luís, formado no Benfica, integrou o plantel esta temporada e um grande exemplo do seu trabalho foi a transformação de Diego Moreira, outro ex-águia, de extremo para ala ou até lateral-esquerdo. O agora internacional belga adaptou-se em solo francês e conseguiu dar a volta à carreira, sendo peça-chave na equipa e somando 3 golos e 13 assistências em ano e meio (e 58 jogos).

Liam Rosenior é completamente diferente de Enzo Maresca, não só de perfil de treinador, mas também em termos de personalidade, de comunicação com os seus jogadores e relação com os mais jovens - tinha o plantel mais jovem da Europa e o do Chelsea também se baseia na juventude. Além disso, tem a confiança da estrutura dos blues, algo que o italiano não tinha, até por conhecer os diretores desportivos (Paul Winstanley e Laurence Stewart) e o diretor de recrutamento global (Sam Jewell) quando estava no Brighton.

Marc Keller, presidente do Estrasburgo, Wayne Ronney, seu antigo treinador principal, e Ben Chilwell, seu antigo jogador e ex-Chelsea, só tiveram elogios para lhe dar, afirmando que está preparado para este desafio. Por outro lado, o seu pai, Leroy Rosenior, também foi jogador e treinador, pelo que se pode dizer que o filho se preparou toda a vida para este momento.

«Vou dar tudo para trazer o sucesso que este clube merece, mal posso esperar por começar», disse Liam Rosenior, nascido em Londres e com dupla nacionalidade (Inglaterra e Serra Leoa), em declarações ao clube. A sua estreia será com o Charlton na FA Cup e no plantel vai encontrar os lusos Pedro Neto e Dário Essugo.