Hugo Oliveira projetou encontro com o Santa Clara (Foto: Famalicão)
Hugo Oliveira (Foto: Famalicão)

Hugo Oliveira: «Sou um treinador feliz com o plantel que tenho»

Técnico do Famalicão projetou desafio com o Santa Clara, que marca a estreia dos dois conjuntos na Liga. Perda de Óscar Aranda por lesão é negativa não apenas para os minhotos, mas também para a Liga, frisa. Mercado ainda pode trazer mudanças

Às portas do arranque oficial da nova temporada, o Famalicão está preparado para receber o Santa Clara, este domingo (17h00), na ronda inaugural da Liga.

Na antevisão ao embate com a formação açoriana, que já leva três jogos oficiais esta época, todos relativos às fases preliminares da UEFA Conference League, Hugo Oliveira destacou a estabilidade das duas equipas que vão defrontar-se, garantiu estar satisfeito com o plantel famalicense, embora admita que, até dia 31, pode haver mudanças, e abordou a perda de Óscar Aranda por vários meses, significativa não só para os minhotos, mas também para o futebol português.

Vontade de competir

«Queremos competir e iniciar esta aventura. Estamos extremamente positivos em relação ao nosso futuro e ao desenrolar da competição. Vamos começar contra um adversário que já está inserido num contexto competitivo, soma três jogos oficiais e tem-se mostrado extremamente competente, com resultados positivos. Isso é bom para o futebol português, para a região e para o Santa Clara. Estão com um pé na fase seguinte, o que é muito positivo para o nosso futebol.»

Santa Clara

«Conhecemos bem o Santa Clara, a sua solidez e maturidade. É uma equipa estável, com princípios bem definidos e que sabe exatamente o jogo que quer jogar. Nós vamos usar as nossas armas para tentar ser melhores. Jogar oficialmente aumenta a adrenalina, e teremos ao nosso lado um elemento fundamental: os nossos adeptos.»

Estabilidade

«Também temos estabilidade. Perdemos jogadores que eram, em teoria, titulares, enquanto o Santa Clara mantém o seu núcleo duro, muito sólido e estável. Conhecemos bem os princípios deles, mas eles também conhecem muito bem o Famalicão, que tem uma ideia de jogo diferente, mas bem definida. Acredito que será um bom espetáculo e espero que, no final, sejamos nós os mais satisfeitos. Estamos num momento de estabilidade e, quando existe estabilidade num projeto, existe também estabilidade nas ideias. É o momento certo para dar passos em frente. No final, o resultado será a consequência da nossa competência, e cada jogo vale três pontos. Se iniciarmos a nossa caminhada com uma vitória, será um momento de afirmação, mas temos maturidade para saber que o campeonato é uma prova de regularidade. Vamos encarar cada jogo para ganhar.»

Mercado: possíveis entradas e saídas?

«O mercado estará aberto até 31 de agosto e, quando a porta está aberta, o ar entra e sai. Vamos ver para que lado é que pode entrar ar em Famalicão. É óbvio que nós, treinadores, queremos sempre mais. Somos ambiciosos, queremos mais ferramentas, mais talento, mais competição interna. Isso leva a um melhor plantel e a mais competência para atacar os nossos objetivos. Hoje sou um treinador feliz com o plantel que tenho, mas não deixo de estar atento a algumas possibilidades.»

Ambição

«Sonhamos em ser melhores amanhã do que somos hoje. Temos a ambição de ser cada vez mais fortes. Olhamos para o ano passado, analisamos o que fizemos bem e o que não correu tão bem. Este ano queremos melhorar. O clube tem sido estável no seu projeto, mas sempre em desenvolvimento. Há muitos clubes com investidores internacionais que procuram grandes aventuras e depois acabam mal. Este clube tem tido sempre estabilidade e dado passos seguros. O olhar é sempre em frente. No final, veremos o que as contas dizem.»

Juventude no plantel famalicense

«Temos de entender o projeto. Vivemos com o desenvolvimento do talento porque acreditamos nele, não é apenas por achar que é bonito. Acreditamos que este é o processo certo para o clube. A administração e o presidente têm este projeto desde o início e o treinador identifica-se com ele. Queremos competência. Não é apenas por ser jovem que se entra no Famalicão. Tem de ter talento, e estamos cá para o desenvolver. É óbvio que, em alguns momentos da época, vamos sentir falta de alguma maturidade, mas o nosso papel é dar a esses jogadores talentosos a maturidade, a personalidade e a liderança de que precisam. Temos também jogadores experientes, e essas âncoras vão certamente ajudar no desenvolvimento dos mais jovens. Acima de tudo, acreditamos em duas coisas: talento e fome. Se juntarmos estas duas premissas, teremos competência. Se, a isso, somarmos um sentimento coletivo dentro de portas, com um só caminho e com rigor e humildade, certamente as coisas correrão de forma positiva e festejaremos com os nossos adeptos.»

Aranda é uma perda para o Famalicão e para a Liga

«Digo-o sem problema: não é só o Famalicão que vai sentir falta do Aranda. Acho que a Liga vai sentir a sua ausência. Perdemos o maior driblador da Liga Portuguesa, aquele jogador que ainda traz o drible ao jogo, que faz o um contra um, que arranca, pára e traz a arte do engano que sempre apreciámos num jogador talentoso. Além disso, perdemos golos, marcou muitos e fez várias assistências, é um jogador decisivo. Estamos cá para o ajudar a recuperar bem, mas teremos de encontrar outras ferramentas. Perdemos um belíssimo jogador, mas isso não servirá de desculpa para nada.»

Primeiro golo do Famalicão

«Quem vai fazer o primeiro golo? Os adeptos vão marcar muitos golos connosco e, contra o Santa Clara, farão a primeira assistência, o primeiro carrinho e a primeira grande defesa do campeonato em Famalicão.»

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