Foto: Torneio de Toulon
Foto: Torneio de Toulon

23 anos depois, Portugal volta a ser rei em Toulon!

Seleção Nacional bateu a Tunísia na final, por 2-0, e conquistou a competição pela quarta vez na história. Fábio Baldé marcou na primeira parte e Rafael Nel acabou com as dúvidas nos últimos minutos

23 anos depois, Portugal voltou a sorrir em Toulon. Na final, a Seleção Nacional precisou apenas de um golo para vencer a Tunísia e conquistar novamente o torneio francês, que concluiu a sua 52.ª edição.

Numa primeira parte dividida, com investidas de parte a parte, foi a eficácia lusa a fazer a diferença. A Tunísia foi a primeira a ameaçar - remate de Ben Ali para defesa de Diogo Fernandes (20') -, mas a resposta não podia ter sido melhor. Tiago Parente lançou Rafael Nel, com um grande passe em profundidade, e o avançado temporizou, antes de assistir Fábio Baldé, que atirou a contar (24').

O golo fez bem à Seleção Nacional, que manteve a iniciativa e continuou a procurar caminhos para a baliza tunisina. Do outro lado, a Tunísia, sempre muito preocupada com os movimentos de João Rego, passou a recorrer com maior frequência ao jogo direto e às bolas longas na tentativa de ligar o jogo.

Antes do intervalo, o jogo voltou a aquecer e o golo esteve perto de surgir em ambas as balizas: Diogo Fernandes foi novamente chamado à ação, esticando-se para desviar um remate de Chtai-Telamio das redes portuguesas (40'), e Nel tentou o golo com uma tentativa em arco... que não teve o efeito desejado (45').

Com um 1-0 para Portugal ao intervalo, a segunda parte foi... diferente. A Tunísia procurou ter mais bola e subir no terreno, na busca pelo empate, e até mostrou vontade de chegar ao golo, mas sem efeito prático. Do outro lado, e em vantagem, a equipa das quinas optou por um futebol mais longo, o que reduziu a capacidade de construir ataques organizados e controlar o jogo através da posse. Resultado? Os segundos 45 minutos escassearam em oportunidades flagrantes.

Ainda assim, Portugal não escapou a algum sofrimento nos minutos finais. Sem chances a destacar, a verdade é que os africanos a intensificaram a pressão e somaram diversas aproximações à área lusa. O golo, porém, foi português. Aos 90+7', Miguel Nogueira viu Khardani defender o seu remate, mas Rafael Nel estava no sítio certo para fazer o 2-0 e acabar com as dúvidas. O apito final soou e a Seleção Nacional ergueu o troféu pela quarta vez na história — depois de 1992, 2001 e 2003.

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