Holsgrove foi contactado pela Federação escocesa: «Seleção seria conquista incrível»
Jordan Holsgrove já recebeu um sinal da seleção escocesa e espera que o próximo passo seja a primeira convocatória. O médio do Estoril revelou, numa entrevista publicada pelos jornais escoceses The Herald e The National, ter conversado com Robert Doherty, responsável pela identificação de talentos da federação, e não escondeu o significado que teria chegar à equipa principal do país onde nasceu. «Adorava ser convocado. Seria uma conquista incrível para mim e também para a minha família», afirmou.
Internacional dos sub-17 aos sub-21, o jogador de 27 anos contou que o contacto aconteceu antes da primeira pausa internacional da temporada. «Falei com Robert Docherty. Nunca tinha falado com ele nem tido nenhum contacto, por isso foi bom conversar e saber que estão atentos e a acompanhar-me. A mensagem foi, essencialmente, para continuar a trabalhar e a fazer o meu caminho», explicou.
A conversa não trouxe promessas, mas confirmou que o seu nome está no radar. «Com a mudança de selecionador, disse-me que as coisas estão a mudar e que há trabalho a ser desenvolvido», acrescentou o estorilista, que prefere concentrar-se no que pode fazer em campo: «Faço tudo o que posso e espero que o selecionador também o veja.»
«Com o FC Porto é preciso recuar»
A passagem por Espanha, onde se cruzou com Gabri Veiga no Celta de Vigo, ajudou-o a compreender diferentes ritmos e formas de jogar, uma capacidade que continua a ser necessária em Portugal. Holsgrove recorreu precisamente aos encontros com o FC Porto para explicar como uma equipa tem de mudar de registo consoante o adversário.
«No Estoril, há jogos em que temos muita posse de bola e nos sentimos confortáveis. Depois, de repente, defrontamos o FC Porto, temos muito menos bola e precisamos de recuar, defender e tentar sair em contra-ataque», analisou.
O médio considera, de resto, que o futebol português nem sempre recebe o reconhecimento devido. «Há muita qualidade aqui. Muitos jogadores saem da Liga portuguesa para campeonatos maiores. É quase um pouco subvalorizada, porque há muito potencial e muita qualidade», defendeu, apontando as transferências de antigos companheiros como exemplo dessa capacidade de valorização.