Sérgio Raimundo — Foto Estoril-Praia SAD
Sérgio Raimundo — Foto Estoril-Praia SAD

Sérgio Raimundo aponta a um Estoril «destemido e unido» no Dragão

Treinador interino dos canarinhos reconhece o momento delicado do último classificado, mas confia na união do grupo para tentar surpreender o líder invicto

Ainda sem substituto para Vasco Matos, o Estoril desloca-se este sábado ao Estádio do Dragão para um duelo de extremos: o último classificado contra o líder da prova, o FC Porto, que soma vitórias em todos os jogos. Na antevisão da partida, o treinador interino dos canarinhos, Sérgio Raimundo, reconheceu o momento delicado da equipa, mas garantiu que no balneário se vive um espírito de união para tentar surpreender o líder do campeonato.

«É o último contra o primeiro. É a realidade, é o ponto de partida, mas não é o ponto de chegada. Temos o grupo unido, ninguém quer estar nesta situação, mas não fugimos do que é. Temos de ter disciplina e não há desculpas. Só vamos melhorar com trabalho e ações em campo. A competição começa em cada dia de treino e queremos encontrar uma constância na nossa forma de atuar», frisou o técnico de 42 anos, que assumiu o comando da equipa principal após a saída de Vasco Matos.

Consciente das dificuldades na Amoreira, o treinador sublinhou a necessidade de traduzir a evolução diária em pontos: «Temos de ganhar confiança a cada jogo e só vamos fazer isso com trabalho diário. Sinto os jogadores a responder bem e agora cabe-nos transformar esse trabalho da semana em resultados.»

Pela frente estará um FC Porto com um registo 100 por cento vitorioso na prova, orientado por Francesco Farioli. Sérgio Raimundo não poupou elogios à consistência dos dragões, mas acredita que a sua equipa pode ter uma palavra a dizer no confronto.

«É um adversário que nunca perdeu, sofre poucos golos e tem enorme qualidade. Não esperamos facilidades nenhumas. Queremos ser competitivos e isso passa por encontrar soluções perante qualquer adversário. Num jogo desta dimensão, algumas nuances estratégicas podem ser importantes e, se os jogadores acreditarem e forem até ao fim, podemos ter um impacto forte no jogo», vincou.

Questionado sobre o seu futuro no banco estorilista, o timoneiro dos sub-23 desvalorizou cenários a longo prazo e exigiu entrega máxima até ao apito final: «Só penso no dia de hoje. Os resultados semanais é que ditarão. Quando assumimos esta posição, sabemos que não temos uma longevidade de 10 anos. Somos uma grande família e a casa está com vontade de que as coisas aconteçam de forma positiva. Ninguém está feliz por estar em último, mas vamos trabalhar porque em cada jogo há uma forma de vencer. Quero uma equipa destemida, unida e que luta até ao último segundo do jogo.»

Em matéria clínica, Yanis Begraoui está em dúvida para o desafio no Dragão. O marroquino tem trabalhado à margem da equipa devido a uma lesão muscular contraída durante a paragem para os compromissos das seleções. De fora, com períodos de recuperação mais prolongados, estão Israel Salazar e Fabrício Garcia.

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