Helsínquia vai ser a primeira cidade tetra em Europeus
A capital da Finlândia vai voltar a receber os Campeonatos da Europa de atletismo ao ar livre em 2030, assinalando a quarta ocasião em que a prova se realiza em Helsínquia. A deliberação oficial foi anunciada pela European Athletics (EA), na sequência da 181.ª reunião do seu Conselho, decorrida em Lausana, na Suíça.
Com esta escolha, que superou a candidatura de Bruxelas (anfitriã em 1950), Helsínquia isola-se como a localidade com mais edições na história da competição, repetindo os eventos de 1971, 1994 e 2012. O palco eleito é o emblemático Estádio Olímpico, inaugurado em 1938, recinto desportivo que foi alvo de obras de renovação em 2020.
O presidente da European Athletics, o búlgaro Dobromir Karamarinov, expressou total confiança no sucesso da organização. «Estamos totalmente convencidos de que Helsínquia vai ser um palco magnífico para os melhores atletas da Europa. O Estádio Olímpico, recentemente renovado, é um dos mais históricos palcos do atletismo no mundo. Tenho a certeza que também vai ser um cenário inesquecível para os espetadores, os presentes e os que vão acompanhar o evento pelo mundo.»
Por sua vez, a presidente da federação finlandesa da modalidade, Riikka Pakarinen, congratulou-se com a decisão tomada pelo organismo europeu. «Este foi o desfecho fantástico de um projeto com três anos, para a organização de um evento memorável no Estádio Olímpico de Helsínquia, para atletas e espetadores.»
A tradição desportiva da capital finlandesa estende-se igualmente a outros grandes palcos internacionais, tendo já sido sede dos Jogos Olímpicos em 1952 e dos Mundiais de atletismo em 1983 e 2005. Foi, aliás, a primeira cidade a bisar na organização de uns Mundiais, marco que Tóquio igualou (1991 e 2025) e que Pequim alcançará no futuro (2015 e 2027).
No calendário da competição, os mais recentes Europeus tiveram lugar no último verão em Birmingham, entre 10 e 16 de agosto, enquanto a 28.ª edição está agendada para a região polaca da Silésia, entre 03 e 08 de junho de 2028.
No historial da prova continental, Portugal soma um total de 44 medalhas. Na última edição, em Birmingham2026, a comitiva nacional conquistou três pódios: a medalha de prata de Pedro Pablo Pichardo no triplo salto e as medalhas de bronze de Patrícia Silva, nos 1.500 metros, e de Fatoumata Diallo, nos 400 metros barreiras.