FC Porto: Froholdt de regresso a estádio de boa memória
O momento de forma de Victor Froholdt não é, de longe, o mais vistoso desde que o médio chegou à cidade Invicta — esteve, aliás, uns furos abaixo do nível habitual nas partidas da Champions frente a Betis e PSV (já lá vamos) —, pelo que não há remédio melhor do que regressar a um sítio onde já foi feliz para voltar a entrar nos eixos e deliciar os portistas com exibições portentosas novamente.
Foi precisamente no Estádio Cidade de Barcelos, casa do Gil Vicente que vai receber amanhã novo embate entre galos e dragões, relativo à 9.ª ronda do campeonato, que o internacional dinamarquês se estreou a marcar com a camisola azul e branca.
Logo na 2.ª jornada da Liga 2025/26, o ex-Copenhaga, que havia assinado com os futuros campeões nacionais nem um mês antes, inaugurou o marcador no reduto gilista, aos 20 minutos, após canto de Gabri Veiga. Estava feito o primeiro de 11 (até agora) tentos de dragão ao peito, e logo numa deslocação difícil — o conjunto liderado por Francesco Farioli acabou por vencer a partida frente aos pupilos de César Peixoto por 2-0, com Pepê a faturar no arranque do segundo tempo (47').
O que diz a estatística
Voltando aos jogos menos conseguidos na maior montra e no palco onde todos querem atuar, é verdade que Froholdt, tal como toda a equipa, que para já só sabe perder na Champions, não tem conseguido replicar o sucesso nas provas internas, mas ainda assim os dados revelam que, de modo geral, o nórdico de 20 anos tem apresentado índices similares aos da temporada transata.
Se é um facto que as interceções por 90 minutos (1 para 0,6), os duelos ganhos (4,1 para 3,8), a taxa de eficácia nos duelos (45% para 39%) e a eficácia de passe (85% para 84%) — dados SofaScore — baixaram ligeiramente em relação a 2025/26, é igualmente verdade que a evolução para esta época no que concerne ao volume de remates por jogo (1,1 para 1,2), ao número de bolas recuperadas (3,6 para 4,7) e às perdas de posse (8,8 para 8,6) indiciam que o número 8 portista não deixa de ser um elemento de grande regularidade no setor intermediário.
Já com dez encontros (e três golos) nas pernas em 2026/27 — apenas falhou os embates com o Manchester City e diante do Casa Pia, devido à concussão que sofreu frente ao Moreirense —, o diamante escandinavo continua a ser absolutamente fulcral na manobra de Farioli e tentará voltar às boas exibições já em Barcelos, onde os dragões tentam sorrir novamente.