Há mais um candidato à Bola de Ouro: «Ninguém ganhou mais do que eu»
A corrida à Bola de Ouro 2026 já começou e Fabián Ruiz apresenta uma candidatura difícil de ignorar. O médio espanhol foi campeão de tudo na última temporada: conquistou a Liga dos Campeões e a Ligue 1 ao serviço do PSG e, poucos meses depois, sagrou-se campeão do Mundo com a seleção espanhola. Um triplete de títulos que o coloca entre os nomes a ter em conta na luta pelo prémio individual mais cobiçado do futebol.
Em entrevista à L’Équipe e à France Football, o internacional espanhol foi questionado diretamente sobre o lugar que ocupa na corrida à Bola de Ouro. «Isso vão decidir os votantes. O mais importante para mim é estar disponível para a equipa, ao mesmo tempo que procuro estar entre os melhores. Tive a sorte de estar entre os 30 nomeados no ano passado e espero ficar o mais acima possível este ano», explicou.
O médio, que terminou no 24.º lugar da edição anterior, acabou, porém, por ser mais claro quando lhe perguntaram se algum jogador tinha tido uma temporada melhor do que a sua. «Depende. Em termos de títulos, não. Individualmente, alguns grandes jogadores tiveram temporadas excelentes e o seu nível é inegável. Há muitos candidatos. O simples facto de estar entre os jogadores mencionados para a Bola de Ouro já é um privilégio e uma enorme satisfação», afirmou.
E é precisamente nos títulos que Fabián encontra um dos principais argumentos da candidatura. O espanhol foi peça importante no PSG na caminhada até à conquista da Champions e da Ligue 1 e manteve um papel de relevo na seleção espanhola que levantou o troféu mundial. Uma época em que juntou, assim, os dois maiores títulos coletivos que um futebolista pode conquistar.
A candidatura ganha ainda maior dimensão pelo contexto da temporada. Fabián Ruiz esteve afastado dos relvados durante cerca de três meses, entre janeiro e abril, devido a uma lesão no joelho. Ainda assim, regressou a tempo de ser importante na fase decisiva da época.
«Não acredito que a minha ausência influencie o veredicto. Estive parado durante três meses, o que exigiu muitos sacrifícios, mas joguei e fui importante em momentos cruciais, tanto para o meu clube como para a minha seleção nacional. Felizmente, mantive a confiança do treinador e contribuí para o sucesso de ambas as equipas», explicou.
Fabián Ruiz não se coloca entre os favoritos de forma explícita, mas deixa o aviso. Se os títulos também pesarem na decisão, poucos podem apresentar um currículo semelhante ao do médio espanhol.