Guarda-redes do Senegal nega que Brahim tenha falhado 'Panenka' de propósito
Édouard Mendy, guarda-redes da seleção do Senegal, negou que Brahim Díaz tenha falhado deliberadamente o penálti que poderia ter dado a vitória a Marrocos na final da Taça das Nações Africanas (CAN). A cobrança ‘à Panenka' no final do tempo regulamentar, se convertida, teria evitado o prolongamento, onde o Senegal acabou por triunfar depois de uma sucessão louca de eventos.
O final do tempo regulamentar foi impróprio para cardíacos. Aos 90+3', o Senegal acreditou ter ganho o jogo com um golo de Abdoulaye Seck, mas este foi anulado por falta do jogador sobre Hakimi. O clímax dramático chegou minutos depois, quando o árbitro, com a intervenção do VAR, assinalou penálti a favor de Marrocos.
Uma decisão que provocou a ira dos senegaleses, que abandonaram temporariamente o campo. No entanto, após o seu regresso, Brahim Díaz, aos 90+24', assumiu a responsabilidade de converter o penálti que daria o título à sua equipa, mas Édouard Mendy agarrou a bola e levou a final para o prolongamento, mantendo o Senegal na luta.
With the Africa Cup of Nations on the line, and 114 minutes on the clock, Brahim Diaz attempts a Panenka penalty and it is saved 🤯
— Men in Blazers (@MenInBlazers) January 18, 2026
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Em declarações à beIN Sports após a conquista do título, Mendy rejeitou qualquer sugestão de um acordo prévio - 'facilitar' no penálti para o Senegal voltar ao jogo. «Não, claro que não. É preciso ser sério. Acha mesmo que, a um minuto do fim e com um país que espera por um título há 50 anos, iríamos fazer um acordo? Ele queria marcar e eu tive o mérito de defender, foi só isso», afirmou o guardião.
«Ele tentou marcar, eu tentei manter-me o máximo de tempo possível de pé e a sorte sorriu-nos. Mantivemos a equipa no jogo. Estou contente por ter ajudado a equipa nesse momento-chave do jogo», disse, acedendo a ter conversado com o colega de equipa Sadio Mané. «Antes de cada penálti falo sempre com o Sadio. Não posso dizer o que dissemos, mas queríamos muito levar o troféu para casa. Milhões de senegaleses estão felizes», concluiu.
Sobre a tensão nos momentos finais do encontro, Mendy reconheceu o ambiente adverso: «Não vamos falar a quente, mas aconteceram coisas. Sabíamos que estávamos em território hostil em Marrocos. Eles esperam por este troféu há cinquenta anos e tudo estava a favor deles. Nós só tínhamos as nossas armas, e respondemos da melhor maneira possível.»