António Miguel Cardoso, presidente do V. Guimarães - André Alves/GRAFISLAB
António Miguel Cardoso, presidente do V. Guimarães - André Alves/GRAFISLAB

V. Guimarães: António Miguel Cardoso demite-se se falhar o 5.º lugar

O presidente dos vimaranenses não deixa cair a promessa que... o pode fazer cair. Se a equipa falhar o objetivo no campeonato, demite-se. Ainda assim, equaciona recandidatar-se

O Vitória de Guimarães começou a época de forma bastante atribulada. À quarta jornada, os conquistadores, que ainda só tinham um triunfo (3-2, diante o Estoril), empataram no seu reduto contra o Arouca (1-1). Após o jogo, António Miguel Cardoso foi à conferência de imprensa fazer uma promessa que, até hoje, ninguém (nem o próprio) esqueceu: «Vou trabalhar até ao final para ficarmos no 5.º lugar. Se não ficarmos, vou embora. Não estou agarrado e se correr mal, sou o primeiro a sair.»

À data, Luís Pinto agradeceu o voto de confiança do presidente. De facto, com a saída de vários jogadores importantes já no decorrer da temporada, como Tomás Handel, Tiago Silva e Nuno Silva, que mereceu críticas à estrutura, o treinador não teve um arranque fácil no castelo. Por outro lado, todavia, a estratégia na aposta em vários meninos da cantera, exemplos são Gonçalo Nogueira, Diogo Sousa e Saviolo, parece ter vencido e até deu para erguer a inédita Taça da Liga.

Mas… no campeonato, a tarefa não está nada fácil. A dez jornadas do fim, o conjunto da cidade-berço é 9.º, a oito pontos do 5.º, Gil Vicente. É preciso recuar a 2021/22 para ver um Vitória em estado mais crítico do que hoje, à 24.ª jornada. Aí, terminou em 6.º. Agora, precisa de melhor, para salvar António Miguel Cardoso, que, mais de meio ano depois, mantém o compromisso de sair, caso falhe o posto prometido: «Não o disse na emoção, já o tinha pensado e mantenho.»

«Ao fazer aquelas declarações, abri muitas possibilidades. O Vitória é dos sócios, não é meu. Portanto, são os sócios que têm de ter a responsabilidade de decidir o que é que vai acontecer no clube, em Assembleia Geral», reiterou, esta semana, em entrevista ao podcast Ataque Rápido, do Zerozero.

A BOLA sabe que o dirigente vimaranense equaciona recandidatar-se ao cargo, para o qual foi eleito em 2022, caso a equipa falhe a 5.ª posição e António Miguel Cardoso cumpra a promessa de sair.