Kim Seung-gyu e a mulher Kim Jin-kyung
Kim Seung-gyu e a mulher Kim Jin-kyung

Guarda-redes da Coreia do Sul falha nascimento da filha mas tem um alívio: «Não se parece só comigo»

Dois eventos chocam na vida de Kim Seung-gyu, mas guardião de 35 anos espera honrar família

O experiente guarda-redes Kim Seung-gyu, de 36 anos, encara o Campeonato do Mundo de 2026 com uma motivação especial. O jogador do FC Tokyo falhou o nascimento da sua primeira filha para se dedicar à preparação da seleção da Coreia do Sul e está agora determinado a transformar o seu pesar numa campanha memorável.

Devido aos compromissos com a seleção, que incluíram um estágio em Salt Lake City, nos EUA, antes da concentração no México, o guarda-redes não pôde estar presente no parto da mulher, a manequim Kim Jin-kyung, no dia 4. Questionado pelos jornalistas, Kim Seung-gyu expressou um misto de gratidão e lamento e espera que a missão pelo país possa compensar.

«Não pude estar ao lado da minha filha no momento do nascimento. Sinto muito pela minha mulher e pela minha filha», afirmou, antes de fazer uma promessa: «Vou, sem dúvida, alcançar um bom resultado e regressar, para que este Mundial se possa tornar no melhor presente para a nossa filha».

Com um sorriso, o recém-pai brincou sobre as parecenças da filha: «No fundo, esperava fervorosamente que ela não se parecesse nada comigo. Felizmente, parece que não é exatamente igual a mim. Acho que é uma verdadeira sorte que o seu rosto seja uma mistura perfeita e bonita de metade das minhas feições e metade das da minha mulher».

A determinação do jogador é reforçada por uma recente superação. Há apenas dois anos, durante a Taça da Ásia de 2024, Kim Seung-gyu sofreu uma rotura do ligamento cruzado, uma lesão que o obrigou a abandonar a competição e que colocou a carreira em risco. «Tive uma lesão grave antes do Mundial. Há apenas um ano, nem sequer conseguia imaginar chegar aqui. Foi um período em que ponderei profundamente: 'Será que vou conseguir voltar a jogar futebol?'», recordou. «Uma vez que esta é uma oportunidade que surgiu como um presente depois de ultrapassar tempos difíceis, quero concluir este torneio com um resultado melhor do que nos meus três Mundiais anteriores. Abordo cada um com a determinação de que este é verdadeiramente o último Mundial da minha vida», acrescentou, citado pela agência Yonhap.

«Joguei em todos os Campeonatos do Mundo com a ideia de que poderiam ser os meus últimos. Dada a minha idade, estes parecem-me realmente os últimos», fechou. Kim Seung-gyu enfrenta uma forte concorrência pela titularidade com Cho Hyun-woo (Ulsan HD) e Song Beom-geun (Jeonbuk Hyundai Motors).

O guarda-redes está também a adaptar-se às condições de altitude de Guadalajara, que influenciam a trajetória da bola, um fator a ter em conta contra o primeiro adversário, a Chéquia. «Devido à altitude, a prática de remates é claramente diferente. Até remates que eu pensava que ia defender parecem ser sugados para a baliza», observou.

A Coreia do Sul joga no Grupo A, além da Chéquia, também com a África do Sul e o coanfitrião México.

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