Glasner lança farpas à arbitragem: «Talvez seja o bónus de Old Trafford...»
Oliver Glasner, treinador do Crystal Palace, considera que os londrinos foram vítimas da «vantagem» de jogar em casa do Manchester United, apontando o penálti polémico, convertido com sucesso por Bruno Fernandes, como fator-chave para a derrota por 2-1 em Old Trafford.
O momento decisivo do encontro ocorreu aos 54 minutos, quando o árbitro Chris Kavanagh assinalou uma grande penalidade por falta de Maxence Lacroix sobre Matheus Cunha. A infração teve início fora da área, mas o avançado só caiu já dentro da zona de penálti.
Inicialmente, o juiz da partida apenas assinalou o castigo máximo. No entanto, após uma intervenção do VAR que durou quatro minutos e uma visita ao monitor, Kavanagh acabou por exibir o cartão vermelho direto ao central francês por ter negado uma oportunidade clara de golo.
Para Glasner, a decisão foi excessivamente penalizadora para o seu jogador, que curiosamente tinha sido o autor do golo que colocou o Palace em vantagem na primeira parte. «O cartão vermelho mudou o jogo por completo», afirmou o técnico, que não poderá contar com o defesa para a deslocação de quinta-feira ao terreno do Tottenham.
O treinador do Palace detalhou a sua perspetiva sobre o lance: «Um penálti e um cartão vermelho é uma decisão muito severa, porque a falta começou fora da área e, normalmente, a falta deve ser marcada onde começa. O Matheus Cunha foi muito inteligente ao esperar até estar dentro da área para cair».
O austríaco, que está de saída dos eagles no final da época, revelou ainda ter falado com o quarto árbitro sobre a complexidade da análise. «Eles tiveram de verificar primeiro se era fora de jogo ou não, depois se era falta ou não, onde começou e se era cartão vermelho ou não. São três ou quatro situações para avaliar e isso leva tempo, mas parece que foi a decisão errada, por isso não melhora se demorar menos tempo. Mas temos de aceitar», lamentou.
Na sua análise, o técnico sugeriu que o fator casa pode ter influenciado a decisão. «Não é penálti, talvez pudesse ter visto um cartão vermelho pela falta fora da área. É isso que pode ser discutido. Talvez seja um pouco do bónus de Old Trafford», concluiu.
Na sequência do lance, o capitão luso dos red devils empatou a partida e, mais tarde, Benjamin Sesko, de cabeça, marcou o golo que selou a reviravolta e garantiu os três pontos para a equipa da casa, batendo o guarda-redes Dean Henderson.