Giro de Itália: vitória surpresa de Guillermo Silva em etapa acidentada
Um dia depois de um sprint acidentado na primeira etapa, a segunda etapa da Volta a Itália, ainda na Bulgária, ficou marcada por outra grave queda coletiva no pelotão a cerca de 20 quilómetros da meta, envolvendo cerca de uma vintena de corredores. Entre os que caíram estavam o português António Morgado e o líder da UAE Emirates, Adam Yates.
O incidente ocorreu pouco depois de os dois fugitivos do dia, o espanhol Diego Sevilla e o italiano Marco Maestri, ambos da Polti, terem sido alcançados, provocado pela velocidade e o piso escorregadio devido à chuva, e levou a direção da corrida a neutralizar a etapa durante alguns minutos. Entre os corredores forçados a desistir devido à queda encontram-se Jay Vine e Marc Soler (UAE Emirates) e o Santiago Buitrago (Bahrain), mas também o líder da equipa de António Morgado, Adam Yates, esteve envolvido, cortando a meta com quase 14 minutos de atraso.
A corrida foi reatada praticamente no início da subida decisiva (4 km a 6,5%), cujo topo se transpôs a 11 quilómetros da chegada. Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike) atacou nas derradeiras rampas e apenas conseguiram responder-lhe Giulio Pellizzari (Red Bull) e Lennert van Eetvelt (Lotto).
O trio cooperou bem nos quilómetros finais até Veliko Tarnovo, mas acabou por ser alcançado por um pelotão restrito já nos últimos 1000 metros, em que se impôs ao sprint o uruguaio Guillermo Thomas Silva, da Astana, à frente do alemão Florian Stork (Tudor) e o italino Giulio Ciccone (Lidl-Trek).
O surpreendente sul-americano conquistou a camisola rosa ao francês Paul Magnier, que não resistiu à subida.
Entre os portugueses, António Morgado esteve igualmente envolvido na queda coletiva e perdeu 7.04 minutos, enquanto Afonso Eulálio (Bahrain) chegou à meta no segundo grupo, a 1.01 minutos do vencedor, e Nelson Oliveira (Movistar) no terceiro, a 2.05 minutos de Guillermo Silva.